{"id":6579,"date":"2019-04-22T13:18:39","date_gmt":"2019-04-22T16:18:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.frutadovale.com.br\/2013\/?p=6579"},"modified":"2019-04-22T13:18:39","modified_gmt":"2019-04-22T16:18:39","slug":"melao-brasileiro-se-destaca-no-mercado-internacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.frutadovale.com.br\/2013\/2019\/04\/22\/melao-brasileiro-se-destaca-no-mercado-internacional\/","title":{"rendered":"Mel\u00e3o brasileiro se destaca no mercado internacional"},"content":{"rendered":"<p>A fruticultura brasileira vem se tornando destaque no cen\u00e1rio internacional, sendo que o pa\u00eds figura hoje entre os 10 maiores exportadores mundiais de frutas. Segundo a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas (Abrafrutas), neste ano, pela primeira vez na hist\u00f3ria, as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras dever\u00e3o ultrapassar a barreira de US$ 1 bilh\u00e3o. Dentro da produ\u00e7\u00e3o nacional de frutas, a melonicultura ocupa posi\u00e7\u00e3o de destaque na pauta. Na safra 2017\/2018, por exemplo, foram exportados 224 mil toneladas de mel\u00e3o, rendendo US$ 163 milh\u00f5es, valor 10% superior ao per\u00edodo anterior. Os estados do Rio Grande do Norte e Cear\u00e1, regi\u00e3o de maior concentra\u00e7\u00e3o de melonicultores no Brasil, juntos foram respons\u00e1veis por 99% do volume nacional produzido.<\/p>\n<p>Os resultados das \u00faltimas safras comprovam a import\u00e2ncia do mel\u00e3o para as regi\u00f5es produtoras e para a economia brasileira. &#8220;Temos nos destacado no mercado europeu, nosso principal comprador, e atualmente somos refer\u00eancia em produtividade e qualidade. O mel\u00e3o \u00e9 uma fruta que tem grande import\u00e2ncia para a cadeia do agroneg\u00f3cio&#8221;, destaca Allyson Moura, engenheiro agr\u00f4nomo, especialista em nutri\u00e7\u00e3o de plantas e RTV da Ubyfol, multinacional brasileira que desenvolve fertilizantes especiais. Atualmente o cultivo de mel\u00e3o para exporta\u00e7\u00e3o est\u00e1 dividido de forma igualit\u00e1ria entre o Rio Grande do Norte e Cear\u00e1. Segundo Moura, a estrat\u00e9gia de dividir a produ\u00e7\u00e3o entre os dois Estados n\u00e3o \u00e9 por acaso. &#8220;Metade da produ\u00e7\u00e3o est\u00e1 concentrada em Mossor\u00f3\/RN e a outra metade na regi\u00e3o de Icapu\u00ed\/CE. Essa divis\u00e3o facilita a log\u00edstica de escoamento do produto para o mercado internacional&#8221;, diz o profissional.<\/p>\n<p>Produtos diferenciados &#8211; No Brasil, h\u00e1 uma grande diferen\u00e7a entre os mel\u00f5es ofertados para o mercado interno, e os frutos tipo exporta\u00e7\u00e3o. De acordo com o engenheiro agr\u00f4nomo, os compradores internacionais s\u00e3o extremamente exigentes em qualidade e validade, optando por frutos que possam ficar mais tempo nas g\u00f4ndolas dos supermercados. Al\u00e9m disso, o mercado externo n\u00e3o aceita frutos com algum tipo de avaria. &#8220;Mel\u00f5es com um simples arranh\u00e3o na casca ou um dano visual que n\u00e3o afeta a qualidade final do produto, s\u00e3o recusados pelos compradores europeus. Eles exigem uma fruta visualmente perfeita, com alto \u00edndice de qualidade, e pagam caro por isso&#8221;, diz. No mercado interno ficam os frutos que n\u00e3o atingiram o padr\u00e3o para exporta\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que culturalmente esse mercado n\u00e3o paga o pre\u00e7o justo para frutos de alta qualidade.<\/p>\n<p>Solo f\u00e9rtil &#8211; N\u00e3o \u00e9 por acaso que as regi\u00f5es de Mossor\u00f3\/RN e Icapu\u00ed\/CE concentram a maior produ\u00e7\u00e3o de mel\u00e3o do pa\u00eds. As condi\u00e7\u00f5es edafoclim\u00e1ticas nesses locais s\u00e3o ideais para o cultivo da fruta durante o per\u00edodo produtivo que se inicia em julho, at\u00e9 meados de mar\u00e7o. Al\u00e9m disso, as condi\u00e7\u00f5es de umidade relativa s\u00e3o positivas, bem como o solo. &#8220;O fator mais relevante para o sucesso no cultivo do mel\u00e3o \u00e9 o clima. Condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas adequadas permitem a produ\u00e7\u00e3o da fruta, mesmo quando o tipo de solo n\u00e3o \u00e9 prop\u00edcio&#8221;, diz o profissional da Ubyfol.<\/p>\n<p>Outra grande vantagem do Brasil em rela\u00e7\u00e3o aos outros pa\u00edses produtores de mel\u00e3o \u00e9 o per\u00edodo da safra. Enquanto Espanha, Senegal e Chile est\u00e3o finalizando suas produ\u00e7\u00f5es, o Brasil est\u00e1 no auge da safra. &#8220;Somos os \u00fanicos no mundo que temos condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas favor\u00e1veis para produzir mel\u00e3o de excelente qualidade de julho a fevereiro&#8221;, afirma o especialista.<\/p>\n<p>Nutri\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental &#8211; Atualmente, uma das justificativas para o sucesso da melonicultura nacional \u00e9 a nutri\u00e7\u00e3o complementar. Todos os frutos destinados tanto para o mercado nacional, quanto para exporta\u00e7\u00e3o, possuem uma alta exig\u00eancia nutricional, com ciclo curto, em torno de 60 dias. Dessa forma, \u00e9 necess\u00e1rio que seja realizada a complementa\u00e7\u00e3o de nutrientes via folha.<\/p>\n<p>De acordo com o engenheiro agr\u00f4nomo, a nutri\u00e7\u00e3o via folha \u00e9 essencial para complementar a necessidade nutricional da cultura, afim de que ela expresse todo seu potencial gen\u00e9tico. Atualmente existem no mercado diversas tecnologias que permitem a aplica\u00e7\u00e3o do fertilizante junto aos defensivos agr\u00edcolas. &#8220;Os fertilizantes especiais da Ubyfol, por exemplo, podem ser aplicados em misturas com outros agroqu\u00edmicos, possibilitando ao produtor, em uma \u00fanica aplica\u00e7\u00e3o, realizar o manejo nutricional e fitossanit\u00e1rio&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Outro ponto fundamental para garantir a excel\u00eancia em produtividade e qualidade, \u00e9 a escolha do adjuvante ideal, ferramenta que permite uma melhor performance do conte\u00fado pulverizado sobre as plantas. Dessa forma, um bom adjuvante deve garantir que o conte\u00fado pulverizado atinja o alvo e penetre nas folhas, j\u00e1 que grande parte das doen\u00e7as e pragas que acometem o mel\u00e3o se localizam em pontos de dif\u00edcil acesso dos defensivos. Outra caracter\u00edstica essencial de um bom adjuvante \u00e9 a a\u00e7\u00e3o anti-espuma, uma vez que grande parte das misturas entre agroqu\u00edmicos tendem a apresentar forma\u00e7\u00e3o de espuma.<\/p>\n<p>Nesse cen\u00e1rio a Ubyfol possui em seu portf\u00f3lio uma tecnologia que oferece as a\u00e7\u00f5es espalhante, adesivo, surfactante, anti-deriva, penetrante e umectante, al\u00e9m de atuar como redutor de espuma, garantindo m\u00e1ximo aproveitamento de nutrientes e defensivos nas pulveriza\u00e7\u00f5es agr\u00edcolas. &#8220;Muitas vezes o produtor est\u00e1 aplicando uma subdose que n\u00e3o ser\u00e1 efetiva no controle de pragas e doen\u00e7as, al\u00e9m de n\u00e3o nutrir corretamente as plantas&#8221;, diz Moura.<\/p>\n<p>Na fase de enchimento do mel\u00e3o, garantir uma nutri\u00e7\u00e3o equilibrada \u00e9 fundamental para que o produto atinja o padr\u00e3o exigido pelo mercado exportador. O c\u00e1lcio, por exemplo, \u00e9 um dos elementos mais requeridos nessa fase, elemento respons\u00e1vel por garantir maior tempo de prateleira dos frutos. &#8220;O c\u00e1lcio, o magn\u00e9sio, o boro e o pot\u00e1ssio s\u00e3o os principais elementos a serem trabalhados na fase final de desenvolvimento dos frutos, afim de que os mesmos obtenham o padr\u00e3o de qualidade exigido&#8221;, finaliza o engenheiro-agr\u00f4nomo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A fruticultura brasileira vem se tornando destaque no cen\u00e1rio internacional, sendo que o pa\u00eds figura hoje entre os 10 maiores exportadores mundiais de frutas. Segundo a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas (Abrafrutas), neste ano, pela primeira vez na hist\u00f3ria, as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras dever\u00e3o ultrapassar a barreira de US$ 1 bilh\u00e3o. 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