{"id":5901,"date":"2018-09-24T08:11:38","date_gmt":"2018-09-24T11:11:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.frutadovale.com.br\/2013\/?p=5901"},"modified":"2018-09-24T08:11:38","modified_gmt":"2018-09-24T11:11:38","slug":"dia-de-campo-sobre-fruticultura-atrai-grande-publico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.frutadovale.com.br\/2013\/2018\/09\/24\/dia-de-campo-sobre-fruticultura-atrai-grande-publico\/","title":{"rendered":"Dia de Campo sobre Fruticultura atrai grande p\u00fablico"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5902\" alt=\"dia-do-campo\" src=\"https:\/\/www.frutadovale.com.br\/2013\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/dia-do-campo.jpg\" width=\"600\" height=\"368\" srcset=\"https:\/\/www.frutadovale.com.br\/2013\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/dia-do-campo.jpg 600w, https:\/\/www.frutadovale.com.br\/2013\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/dia-do-campo-300x184.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>A fruticultura \u00e9 uma das atividades priorit\u00e1rias trabalhadas pela Emater\/RS-Ascar na Serra ga\u00facha, envolvendo 21 mil das 22 mil fam\u00edlias atendidas na regi\u00e3o, e resultando em 60% da produ\u00e7\u00e3o de frutas do Estado. Pela import\u00e2ncia da atividade,\u00a0foi realizado dia 12\/09\/2018\u00a0 o Dia de Campo &#8220;Boas Pr\u00e1ticas na Fruticultura: Sustentabilidade e Rentabilidade&#8221;, na comunidade de Monte B\u00e9rico, em Veran\u00f3polis. O evento superou a expectativa de p\u00fablico e reuniu em torno de 1,2 mil pessoas. O presidente da Emater\/RS, Iber\u00ea de Mesquita Orsi, o prefeito de Veran\u00f3polis, Waldemar De Carli, a coordenadora regional da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), Lucimar Rodrigues, e representantes das entidades parceiras prestigiaram o dia de campo.<\/p>\n<p>Orsi destacou que a fruticultura \u00e9 uma das atividades prim\u00e1rias que mais cria empregos diretos e indiretos, fazendo a diferen\u00e7a no Estado do RS. &#8220;N\u00f3s hoje temos que ter a sustentabilidade social, ambiental e econ\u00f4mica em tudo que fazemos, para viabilizar o desenvolvimento&#8221;, ressaltou o presidente, que tamb\u00e9m refor\u00e7ou a import\u00e2ncia dos agricultores e dos parceiros.<\/p>\n<p>Na propriedade de Paulo e Iane Angonese, os agricultores foram divididos em grupos e visitaram quatro esta\u00e7\u00f5es tem\u00e1ticas.\u00a0Na primeira delas, sobre abrigo para agrot\u00f3xicos, os participantes puderam conferir o dep\u00f3sito de alvenaria constru\u00eddo pelo agricultor, que toda propriedade que consome agrot\u00f3xicos deve ter. O engenheiro agr\u00f4nomo da Emater\/RS-Ascar, Enio \u00c2ngelo Todeschini, esclareceu que a Institui\u00e7\u00e3o tem um trabalho intenso nesta \u00e1rea e que, antes de construir o abrigo, os agricultores devem procurar os escrit\u00f3rios municipais da Emater\/RS-Ascar, onde podem ter acesso a todas orienta\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para a constru\u00e7\u00e3o, desde a escolha do local e os materiais utilizados at\u00e9 o licenciamento, \u00a0recebendo, inclusive, uma planta nos padr\u00f5es determinados pela legisla\u00e7\u00e3o. Para Todeschini, o dep\u00f3sito n\u00e3o deve ser considerado um gasto, mas um investimento, pois garante a seguran\u00e7a das fam\u00edlias, dos animais e do meio ambiente, e a organiza\u00e7\u00e3o da propriedade.<\/p>\n<p>Produtor de uva em Fagundes Varela, Luiz Camilo Barille, se interessou pelo dep\u00f3sito de agrot\u00f3xicos e conta que j\u00e1 tem um lugar para constru\u00ed-lo e que vai procurar a equipe da Emater\/RS-Ascar para orient\u00e1-lo, pois considera importante ter uma propriedade organizada. Barille diz que sempre aprende coisas novas quando participa dos dias de campo.<\/p>\n<p>Em outra esta\u00e7\u00e3o, o engenheiro agr\u00f4nomo da Emater\/RS-Ascar, Jo\u00e3o Villa, falou sobre solo, base da produ\u00e7\u00e3o, com foco nas plantas de cobertura e seus benef\u00edcios. Ele explicou que a fertilidade do solo \u00e9 composta pela parte qu\u00edmica, biol\u00f3gica e pela estrutura f\u00edsica do solo, sendo que o uso das plantas de cobertura proporciona benef\u00edcios, como a produ\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria org\u00e2nica, melhorando o armazenamento e disponibilidade de \u00e1gua no solo e fazendo a diferen\u00e7a no caso de estiagem. Tamb\u00e9m aumenta a permeabilidade da \u00e1gua e do ar, evitando a compacta\u00e7\u00e3o do solo, bem como a disponibilidade de nutrientes, entre outras vantagens.\u00a0Conforme Villa, na propriedade da fam\u00edlia Angonese, onde essas plantas est\u00e3o presentes, nunca foi utilizado herbicida em \u00e1rea total, somente nas manchas onde cresceram algumas ervas indesejadas. Ele salientou ainda a import\u00e2ncia de consorciar fam\u00edlias bot\u00e2nicas de plantas e sistemas de ra\u00edzes diferentes. &#8220;Quanto mais diversidade de esp\u00e9cies vegetais, mais diversidade de biologia do solo vai ter&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Outro assunto atual abordado foi as Boas Pr\u00e1ticas Agr\u00edcolas (BPAs), que s\u00e3o a\u00e7\u00f5es que garantem a inocuidade dos alimentos, e a rastreabilidade, ou seja, os procedimentos para detectar a origem e acompanhar a movimenta\u00e7\u00e3o de um produto ao longo da cadeia produtiva. O engenheiro agr\u00f4nomo da Emater\/RS-Ascar, Luciano Ilha, explicou que desde o dia 08 de agosto a rastreabilidade, que \u00e9 uma pr\u00e1tica dentro das BPAs, se tornou obrigat\u00f3ria para oito produtos hortigranjeiros: uva, manga, citros, batata, repolho, ma\u00e7\u00e3, tomate e pepino, sendo pass\u00edveis de fiscaliza\u00e7\u00e3o em todos os elos da cadeia produtiva. Ele explicou sobre os instrumentos para a rastreabilidade, entre eles o caderno de campo, para registro das pr\u00e1ticas culturais, distribu\u00eddo para todos os participantes. Ilha tamb\u00e9m abordou sobre os benef\u00edcios da rastreabilidade, sendo um dos principais a possibilidade de identifica\u00e7\u00e3o de problemas e a aplica\u00e7\u00e3o de medidas corretivas. Segundo Ilha, \u00e9 preciso que os produtores busquem se adequar, pois quem mais ir\u00e1 exigir o cumprimento dessas normas ser\u00e1 o mercado.<\/p>\n<p>A \u00faltima esta\u00e7\u00e3o alertou os produtores para as formas de monitoramento e controle da mosca-das-frutas. O pesquisador da Embrapa Uva e Vinho, Marcos Botton, apresentou aos participantes o Sistema de Alerta Mosca-das-Frutas nos Pomares de Frutas de Caro\u00e7o, que conta com o monitoramento semanal da praga em propriedades da regi\u00e3o, e a publica\u00e7\u00e3o de um Boletim Informativo para os produtores cadastrados.\u00a0Com isso, \u00e9 poss\u00edvel ter informa\u00e7\u00e3o sobre o comportamento da praga ao longo da safra, alertando os produtores quando o momento \u00e9 de alta ou de baixa infesta\u00e7\u00e3o e quais as melhores medidas de controle que devem ser adotadas pelos fruticultores.\u00a0E foi justamente a busca de informa\u00e7\u00f5es sobre o comportamento e controle da mosca-das-frutas que levou Aldini Gasparin, que possui um pomar dom\u00e9stico em Veran\u00f3polis, a participar do dia de campo.\u00a0&#8220;Eu queria saber mais sobre a mosca-das-frutas, que estava causando transtornos para a produ\u00e7\u00e3o&#8221;, relata Gasparin, que saiu satisfeito do dia de campo. &#8220;Foi muito bom, gostei&#8221;.<\/p>\n<p>Junto ao sal\u00e3o da comunidade, o evento contou ainda com espa\u00e7o para parceiros expositores, agroind\u00fastrias, vin\u00edcolas, artesanato, e v\u00e1rias esta\u00e7\u00f5es dedicadas \u00e0 sa\u00fade do trabalhador, plantas bioativas e flores comest\u00edveis, orqu\u00eddeas, melipon\u00eddeos e gest\u00e3o sustent\u00e1vel da agricultura familiar.<\/p>\n<p>A agricultora In\u00eas Garibaldi, de Flores da Cunha, ficou muito atenta, fez v\u00e1rias perguntas na esta\u00e7\u00e3o sobre orqu\u00eddeas e at\u00e9 se encorajou a comprar uma flor. &#8220;Eu j\u00e1 tive duas orqu\u00eddeas, mas morreram. Mas como eu gosto muito, agora comprei mais uma porque eu quero tentar de novo&#8221;, conta a agricultora, que ficou mais confiante depois do que aprendeu na oficina e pretende colocar em pr\u00e1tica. In\u00eas tamb\u00e9m levou para casa algumas receitas caseiras de produtos que podem ser usados no controle de pragas, tanto nas flores como nas hortas e pomares, entre elas uma receita para controle do caramujo, que ela pretende usar na parreira com produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica. &#8220;Esse dia de campo foi um dos melhores que j\u00e1 participei, foi excelente. Aprendi bastante tamb\u00e9m sobre a mosca-das-frutas&#8221;, relata.<\/p>\n<p>O dia de campo foi promovido pela Emater\/RS-Ascar e Prefeitura de Veran\u00f3polis, com o apoio do Sicredi, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Centro de Pesquisa Carlos Gayer, Embrapa, Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), Associa\u00e7\u00e3o dos Agricultores Ecologistas da Terra da Longevidade (Aetel), de Artes\u00e3os (Arteve) e das Vin\u00edcolas (Aviver), C\u00e2mara de Vereadores, UCS, Secretaria de Desenvolvimento Econ\u00f4mico, Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustent\u00e1vel, Avaec, comunidade de Monte B\u00e9rico e fam\u00edlia Angonese, e patroc\u00ednio de empresas do segmento da fruticultura e agentes financeiros.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A fruticultura \u00e9 uma das atividades priorit\u00e1rias trabalhadas pela Emater\/RS-Ascar na Serra ga\u00facha, envolvendo 21 mil das 22 mil fam\u00edlias atendidas na regi\u00e3o, e resultando em 60% da produ\u00e7\u00e3o de frutas do Estado. 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