{"id":5242,"date":"2017-12-10T08:11:42","date_gmt":"2017-12-10T11:11:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.frutadovale.com.br\/2013\/?p=5242"},"modified":"2017-12-10T08:11:42","modified_gmt":"2017-12-10T11:11:42","slug":"nanotecnologia-plasticos-de-casca-e-caroco-de-manga-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.frutadovale.com.br\/2013\/2017\/12\/10\/nanotecnologia-plasticos-de-casca-e-caroco-de-manga-2\/","title":{"rendered":"Nanotecnologia: pl\u00e1sticos de casca e caro\u00e7o de manga"},"content":{"rendered":"<p>Aplica\u00e7\u00e3o da nanotecnologia para o desenvolvimento de biomateriais de alto valor agregado com a utiliza\u00e7\u00e3o de res\u00edduos industriais de baixo valor comercial. Esse foi o desafio assumido por uma equipe de cerca de 30 pesquisadores de quatro institui\u00e7\u00f5es de pesquisa, sob a coordena\u00e7\u00e3o da Embrapa Agroind\u00fastria de Alimentos(RJ). Os primeiros resultados, ap\u00f3s quase tr\u00eas anos de trabalho, mostram um tipo de pl\u00e1stico biodegrad\u00e1vel, feito da am\u00eandoa do caro\u00e7o de manga em mistura com o biopol\u00edmero natural, o PHBV, que pode ser aplicado \u00e0 ind\u00fastria aliment\u00edcia, na composi\u00e7\u00e3o de embalagens, e at\u00e9 no setor m\u00e9dico para compor matrizes \u00f3sseas. Trata-se do primeiro passo para o desenvolvimento de um pl\u00e1stico biodegrad\u00e1vel comercial que utiliza como mat\u00e9ria-prima res\u00edduos da ind\u00fastria aliment\u00edcia.<\/p>\n<p>O trabalho recebeu homenagem na 5\u00aa Confer\u00eancia Internacional sobre Pol\u00edmeros naturais, biopol\u00edmeros e biomateriais (ICNP 2017 Rio). A premia\u00e7\u00e3o foi destinada \u00e0 pesquisa de Paulo Henrique Cardoso, doutorando em engenharia de materiais do Instituto Alberto Luiz Coimbra de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe\/UFRJ).<\/p>\n<p>Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE, 2013), o Brasil \u00e9 um dos maiores produtores de manga do mundo com uma produ\u00e7\u00e3o de mais de um milh\u00e3o de toneladas por ano. O processamento industrial de manga para polpas e sucos resulta no descarte dos caro\u00e7os, correspondente a valores entre 40% e 60% do seu volume. A equipe de pesquisa da Embrapa Agroind\u00fastria de Alimentos (RJ), em parceria com a Embrapa Instrumenta\u00e7\u00e3o (SP), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e Centro de Tecnologia Mineral (CETEM) se reuniram em busca de alternativas para reutiliz\u00e1-los, visando gerar uma tecnologia que pudesse ser aplicada \u00e0 ind\u00fastria.<\/p>\n<p>O objetivo do projeto foi dar uso e agregar valor a esse res\u00edduo de grandes volumes e alto impacto ambiental. \u201cO desenvolvimento de novos biocomp\u00f3sitos pode ser um caminho vi\u00e1vel para o aproveitamento de coprodutos industriais na fabrica\u00e7\u00e3o de itens inovadores e sustent\u00e1veis\u201d, afirma a pesquisadora da Embrapa Edla Lima, que lidera os estudos. O projeto est\u00e1 dividido em v\u00e1rias frentes de pesquisa para a utiliza\u00e7\u00e3o da casca e da am\u00eandoa do caro\u00e7o de manga e argilominerais adicionados a uma matriz de pol\u00edmeros org\u00e2nicos: o PHBV \u2013 um biopol\u00edmero natural produzido por bact\u00e9rias \u2013 e o PLA \u2013 outro biopol\u00edmero natural, obtido de mol\u00e9culas de \u00e1cido l\u00e1tico.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aplica\u00e7\u00e3o da nanotecnologia para o desenvolvimento de biomateriais de alto valor agregado com a utiliza\u00e7\u00e3o de res\u00edduos industriais de baixo valor comercial. Esse foi o desafio assumido por uma equipe de cerca de 30 pesquisadores de quatro institui\u00e7\u00f5es de pesquisa, sob a coordena\u00e7\u00e3o da Embrapa Agroind\u00fastria de Alimentos(RJ). 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