{"id":3304,"date":"2015-01-03T23:01:04","date_gmt":"2015-01-04T02:01:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.frutadovale.com.br\/2013\/?p=3304"},"modified":"2015-12-10T22:24:46","modified_gmt":"2015-12-11T01:24:46","slug":"melancia-alavanca-fruticultura-do-ceara-no-exterior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.frutadovale.com.br\/2013\/2015\/01\/03\/melancia-alavanca-fruticultura-do-ceara-no-exterior\/","title":{"rendered":"Melancia alavanca fruticultura do Cear\u00e1 no exterior"},"content":{"rendered":"<p>At\u00e9 outubro deste ano, a receita oriunda da exporta\u00e7\u00e3o de melancia no Cear\u00e1 quase dobrou em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado, tendo apresentado uma taxa de crescimento de 48%. A comercializa\u00e7\u00e3o da fruta ao mercado externo movimentou em torno de US$ 10,5 milh\u00f5es frente a US$ 5,4 milh\u00f5es contabilizados em igual per\u00edodo de 2014, conforme dados do Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento.<\/p>\n<p>Segundo Luiz Roberto Barcelos, s\u00f3cio e diretor de produ\u00e7\u00e3o da Agr\u00edcola Famosa, o grande volume de exporta\u00e7\u00e3o se deu por conta do aumento da produ\u00e7\u00e3o de melancia no Estado, consequ\u00eancia da maior demanda externa. &#8220;Deve aumentar ainda mais &#8211; estamos fechando contatos com os Estados Unidos agora e, para a Europa, conseguimos uma variedade com vida \u00fatil maior e que agrada mais aos paladares&#8221;, apontou.<\/p>\n<p>Na mesma linha de crescimento, a venda de mam\u00f5es frescos tamb\u00e9m terminou o m\u00eas de outubro em saldo positivo. Com aumento de 12,3%, a exporta\u00e7\u00e3o da fruta movimentou US$ 3,4 milh\u00f5es neste ano ante a US$ 1,3 milh\u00f5es no mesmo intervalo do ano anterior. Segundo Barcelos, a produ\u00e7\u00e3o do mam\u00e3o \u00e9 nova no Estado e tem potencial para aumentar ainda mais nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p>O sucesso da exporta\u00e7\u00e3o das frutas acontece, por\u00e9m, em um per\u00edodo de dificuldades para o agroneg\u00f3cio por conta da escassez de \u00e1gua. At\u00e9 outubro, as exporta\u00e7\u00f5es do setor ca\u00edram 7,21%. Foram movimentados US$ 532,5 milh\u00f5es em 2015 ante US$ 573,9 milh\u00f5es no mesmo per\u00edodo do ano passado, totalizando uma perda de US$ 41 milh\u00f5es &#8211; queda puxada principalmente pelo couro, cuja exporta\u00e7\u00e3o caiu em 25,48%.<\/p>\n<p>Mel\u00e3o &#8211; A fruta mais exportada pelo Estado, por exemplo, teve uma pequena retra\u00e7\u00e3o da receita gerada (-0,99%).<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do empres\u00e1rio, j\u00e1 \u00e9 &#8220;um milagre&#8221; n\u00e3o ter ca\u00eddo ainda mais, dadas as dificuldades com a irriga\u00e7\u00e3o por conta da falta de \u00e1gua. &#8220;Est\u00e1 complicado. \u00c9 uma seca bastante severa &#8211; se n\u00e3o houver chuvas regulares, a produ\u00e7\u00e3o deve cair pela metade j\u00e1 no pr\u00f3ximo ano&#8221;, disse Barcelos.<\/p>\n<p>Ele apontou que, para escapar do cen\u00e1rio, a empresa se prepara para desviar parte da produ\u00e7\u00e3o da fruta para o Piau\u00ed, onde existem invernos mais generosos. &#8220;Pelo menos at\u00e9 a oferta de \u00e1gua se regularizar novamente&#8221;, estima sobre a perman\u00eancia no estado vizinho.<\/p>\n<p>Sucos &#8211; No total, a fruticultura movimentou mais de US$ 153,3 milh\u00f5es de janeiro a outubro deste ano, cerca de US$ 1,4 milh\u00e3o a mais que no mesmo intervalo do ano anterior, totalizando um crescimento de 0,98%.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m cresceu a exporta\u00e7\u00e3o de sucos, com aumento de 17,57% no per\u00edodo. A categoria movimentou US$ 39,4 milh\u00f5es em 2015, US$ 5,8 milh\u00f5es a mais que no mesmo intervalo do ano passado. J\u00e1 a exporta\u00e7\u00e3o de outros produtos de origem vegetal aumentou 35,7% &#8211; o setor registrou receita de 37,9 milh\u00f5es, um incremento de US$ 9,8 milh\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o a 2014.<\/p>\n<p>Estiagem &#8211; De acordo com Eduardo Bezerra, superintendente do Centro Internacional de Neg\u00f3cios do Cear\u00e1 (CIN\/CE), o problema enfrentado pelo agroneg\u00f3cio \u00e9 essencialmente clim\u00e1tico e n\u00e3o tem rela\u00e7\u00e3o com a crise econ\u00f4mica brasileira. &#8220;Produto aliment\u00edcio dificilmente sofre restri\u00e7\u00e3o por conta de crise. O El Ni\u00f1o \u00e9 o grande vil\u00e3o&#8221;, apontou.<\/p>\n<p>Segundo o superintendente, a Companhia de Gest\u00e3o dos Recursos H\u00eddricos do Cear\u00e1 (Cogerh) j\u00e1 come\u00e7ou a racionar a oferta de \u00e1gua para a agricultura irrigada por conta do cen\u00e1rio de estiagem prolongada.<\/p>\n<p>&#8220;Se corta a oferta de \u00e1gua para a irriga\u00e7\u00e3o, corta a oferta de frutas para as exporta\u00e7\u00f5es. Elas est\u00e3o caindo por uma quest\u00e3o muito justificada de economia de \u00e1gua. E se olhar pra frente, 2016 \u00e9 uma inc\u00f3gnita&#8221;, afirma Eduardo Bezerra.<\/p>\n<p>Com 80% de chance de ter mais um ano de chuvas irregulares, o cen\u00e1rio fica cada vez mais dif\u00edcil. Para Bezerra, as \u00e1guas do rio S\u00e3o Francisco n\u00e3o chegar\u00e3o no meio do pr\u00f3ximo ano, conforme prometido pelo governo, ainda que a obra seja conclu\u00edda, por conta da vaz\u00e3o do rio. &#8220;O Rio S\u00e3o Francisco precisa ultrapassar o n\u00edvel da parede da transposi\u00e7\u00e3o para que chegue aos demais estados e, para isso, dependemos da chuva em Minas Gerais&#8221;, explica o superintendente. &#8220;Em 17 anos de observa\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno El Ni\u00f1o, que \u00e9 o aquecimento das \u00e1guas do Pac\u00edfico, em 15 houve seca no Nordeste. Em dois, n\u00e3o houve. Vamos esperar que 2016 fa\u00e7a parte dessa exce\u00e7\u00e3o&#8221;, estimou Bezerra. * Di\u00e1rio do Nordeste<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>At\u00e9 outubro deste ano, a receita oriunda da exporta\u00e7\u00e3o de melancia no Cear\u00e1 quase dobrou em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado, tendo apresentado uma taxa de crescimento de 48%. 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