{"id":3288,"date":"2015-12-27T00:01:19","date_gmt":"2015-12-27T03:01:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.frutadovale.com.br\/2013\/?p=3288"},"modified":"2015-12-27T00:28:19","modified_gmt":"2015-12-27T03:28:19","slug":"parana-triplica-producao-de-laranja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.frutadovale.com.br\/2013\/2015\/12\/27\/parana-triplica-producao-de-laranja\/","title":{"rendered":"Paran\u00e1 triplica produ\u00e7\u00e3o de laranja"},"content":{"rendered":"<p>At\u00e9 o fim de dezembro de 2015, cerca de 1 milh\u00e3o de toneladas de laranjas devem ser colhidas nos pomares do Paran\u00e1, concentrados no Noroeste do Estado, principalmente, e tamb\u00e9m na regi\u00e3o Norte. Na \u00faltima d\u00e9cada, tecnologia e investimentos fizeram a produ\u00e7\u00e3o quase triplicar, passando de 335 mil toneladas, em 2004, para 958 mil toneladas no ano passado.<br \/>\nA laranja produzida \u00e9 transformada em suco, com foco na exporta\u00e7\u00e3o para pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia e do Oriente M\u00e9dio, para os Estados Unidos, Austr\u00e1lia e Canad\u00e1.<br \/>\nA atividade emprega mais de 3 mil pessoas no campo. Na \u00ednd\u00fastria s\u00e3o 600 empregos diretos e indiretos. \u201cHoje a citricultura est\u00e1 consolidada no Paran\u00e1 e \u00e9 a principal atividade da fruticultura do Estado\u201d, diz Paulo Andrade, engenheiro agr\u00f4nomo do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.<br \/>\nOs pomares s\u00e3o explorados por mais de 600 citricultores, abrangendo cerca de 100 munic\u00edpios e possuem \u00e1reas m\u00e9dias entre 19 e 35 hectares. Somente no campo, a atividade gera 3 mil empregos diretos no Paran\u00e1. No ano passado, o Valor Bruto da Produ\u00e7\u00e3o (VBP) foi de R$ 260 milh\u00f5es. A laranja \u00e9 a principal atividade na fruticultura no Paran\u00e1 e Estado \u00e9 campe\u00e3o de produtividade nesta cultura.<br \/>\nQuarto produtor nacional de laranjas (5,7% do Brasil), o Paran\u00e1 possui tr\u00eas ind\u00fastrias de suco \u2014 Louis Dreyfus, que assumiu as opera\u00e7\u00f5es na \u00e1rea das cooperativas Cocamar e Corol; a Citri Agroindustrial S\/A, uma empresa privada de citricultores, e aCooperativa Integrada.<br \/>\nEm 2014, a produ\u00e7\u00e3o de laranjas do Paran\u00e1 rendeu 18 milh\u00f5es de caixas de 40,8kg, transformados em 50 mil toneladas de suco.<\/p>\n<p>Perspectivas &#8211; A expectativa para exporta\u00e7\u00e3o de suco s\u00e3o boas, porque os pre\u00e7os v\u00eam reagindo, principalmente pela queda na produ\u00e7\u00e3o na Fl\u00f3rida, nos Estados Unidos, segundo maior produtor mundial de laranja, afetada pelo greening, doen\u00e7a que impede o desenvolvimento da fruta. Al\u00e9m disso, o d\u00f3lar mais alto favorece as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras<br \/>\nNos \u00faltimos anos, as vendas externas de suco do Brasil \u2013 maior produtor mundial \u2013 foram afetadas pela queda no consumo global da bebida e pela crise na Europa. Mas a redu\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o global j\u00e1 surte efeito sobre as cota\u00e7\u00f5es.<br \/>\nOs pre\u00e7os j\u00e1 est\u00e3o melhores do que no ano passado, de acordo com Paulo Rizzo, gerente da unidade de sucos da Integrada, em Ura\u00ed, no Norte Pioneiro. O pre\u00e7o pago pela cooperativa ao produtor por caixa est\u00e1 em R$ 12,00 o que significa um aumento de 20% em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado. Mas em S\u00e3o Paulo, os pre\u00e7os j\u00e1 batem a R$ 14,00.<\/p>\n<p> A Integrada, que iniciou sua produ\u00e7\u00e3o de sucos em julho de 2013, tem hoje 80 citricultores ativos, que cultivam 1,3 mil hectares. A expectativa \u00e9 ampliar essa \u00e1rea para at\u00e9 3 mil hectares. Com capacidade para produzir 2 milh\u00f5es de caixas de suco, a Integrada prev\u00ea elevar a produ\u00e7\u00e3o de 1,3 milh\u00e3o de caixas para 1,7 milh\u00e3o de caixas em 2016 na sua f\u00e1brica. Hoje a cooperativa ainda tem que comprar parte das laranjas usadas para produ\u00e7\u00e3o de sucos em S\u00e3o Paulo, mas, por conta dos custos de transporte, a ideia \u00e9 desenvolver mais a atividade no Paran\u00e1.<br \/>\nO produtor Jo\u00e3o Arabori, de 68 anos, foi um os primeiros a aderir ao plano da Integrada e entrar nessa atividade. Desde 2008 planta laranja pera em Assa\u00ed, na regi\u00e3o de Londrina. O rendimento dessa safra, de duas caixas por p\u00e9, ainda \u00e9 considerado baixo pelo produtor. \u201cQueremos ampliar para pelo menos tr\u00eas caixas, com mais tecnologia, investimento em nutri\u00e7\u00e3o e manejo adequado\u201d, diz. A aposta na laranja foi feita para diversificar a produ\u00e7\u00e3o, concentrada em soja, milho e trigo.<\/p>\n<p>Iapar foi decisivo &#8211; Nas regi\u00f5es Norte e Noroeste do estado, o cultivo de citros esteve fora do alcance dos agricultores paranaenses por mais de 30 anos, em fun\u00e7\u00e3o da interdi\u00e7\u00e3o das \u00e1reas para plantio devido \u00e0 ocorr\u00eancia do \u201ccancro c\u00edtrico\u201d.<br \/>\nSomente no final da d\u00e9cada de 80 \u00e9 que a citricultura se tornou uma op\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica para o estado, sustentada pelos resultados de pesquisa do Instituto Agron\u00f4mico do Paran\u00e1 (Iapar), com pesquisa fundamentada em bases sanit\u00e1rias e tecnol\u00f3gicas. Os plantios de laranja, aliados aos projetos industriais, mudaram a paisagem do noroeste. As cultivares de laranjas pera, val\u00eancia, folha murcha e iapar-73 s\u00e3o a base da citricultura industrial no estado.<br \/>\nDe acordo com Rui Pereira Leite, pesquisador do Iapar, s\u00e3o 30 variedades de citros \u2014 entre laranja, lim\u00e3o, tangerina. O Iapar det\u00e9m hoje o terceiro maior banco de germoplasma do Pa\u00eds, com mais de 600 variedades. Gra\u00e7as a esse investimento, o Paran\u00e1 \u00e9 campe\u00e3o de produtividade no plantio de laranjas no Pa\u00eds. Enquanto no Brasil colhe-se em m\u00e9dia 553 caixas de 40,8kg\/ha, a produtividade em S\u00e3o Paulo fica em 625 caixas\/ha, no Noroeste do Paran\u00e1 este n\u00famero \u00e9 de 923 caixas\/ha, no entanto alguns pomares chegam a colher 2.000 caixas\/ha.<\/p>\n<p>Greening &#8211; O greening \u00e9 hoje a principal amea\u00e7a \u00e0 citricultura global e estudos v\u00eam sendo desenvolvidos pelo Instituto Agron\u00f4mico do Paran\u00e1(Iapar) em parceria com a Ag\u00eancia de Defesa Agropecu\u00e1ria do Paran\u00e1 (Adapar) para tentar combater a doen\u00e7a. No Paran\u00e1, estima-se que o greening esteja presente em menos de 10% dos pomares, mas \u00e9 preciso acelerar o combate \u00e0 doen\u00e7a, de acordo com Rui Pereira Leite, pesquisador do Iapar.<br \/>\nO Paran\u00e1 trabalha basicamente em tr\u00eas frentes para resolver o problema: intensifica a aplica\u00e7\u00e3o de inseticidas para combate ao psil\u00eddeo do citro \u2013 vetor da bact\u00e9ria do greening; erradica em \u00e1reas urbanas a murta, \u00e1rvore ornamental tamb\u00e9m conhecida como \u201cdama da noite\u201d e que funciona como hospedeira do vetor, e, por \u00faltimo, desenvolve variedades resistentes \u00e0 doen\u00e7a. A ideia \u00e9 fazer pesquisas em campo de variedades transg\u00eanicas que j\u00e1 foram desenvolvidas pelo Iapar.<br \/>\nO enfrentamento das quest\u00f5es sanit\u00e1rias \u2014 cancro c\u00edtrico, pinta preta, clorose variegada (amarelinho) e o greening \u2014 s\u00e3o altamente eficazes, de acordo com Leite. \u201cA aten\u00e7\u00e3o de autoridades p\u00fablicas e privadas deve ser para a manuten\u00e7\u00e3o, fortalecimento e continuidade deste segmento nos neg\u00f3cios agr\u00edcolas das regi\u00f5es Norte e Noroeste, consolidando a import\u00e2ncia do estado do Paran\u00e1 na citricultura brasileira e mundial\u201d, disse. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>At\u00e9 o fim de dezembro de 2015, cerca de 1 milh\u00e3o de toneladas de laranjas devem ser colhidas nos pomares do Paran\u00e1, concentrados no Noroeste do Estado, principalmente, e tamb\u00e9m na regi\u00e3o Norte. 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