{"id":326,"date":"2015-09-13T21:11:14","date_gmt":"2015-09-14T00:11:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.frutadovale.com.br\/2013\/?p=326"},"modified":"2015-09-13T21:11:40","modified_gmt":"2015-09-14T00:11:40","slug":"alternativas-para-otimizar-a-producao-de-morango-fora-solo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.frutadovale.com.br\/2013\/2015\/09\/13\/alternativas-para-otimizar-a-producao-de-morango-fora-solo\/","title":{"rendered":"Alternativas para otimizar a produ\u00e7\u00e3o de morango fora do solo"},"content":{"rendered":"<p>Cultivar morango sem solo est\u00e1 se tornando uma realidade no Sul do Estado ga\u00facho e ganha cada vez mais destaque. Para identificar as melhores condi\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o neste sistema, uma pesquisa desenvolvida pela Embrapa Clima Temperado (Pelotas, RS) avalia o desempenho das plantas em diferentes leitos de cultivo. Os experimentos, que devem durar dois anos, s\u00e3o parte da tese de doutorado da bolsista Savana Irribarem, integrante da equipe que trabalha com pequenas frutas, liderada pelo pesquisador Luis Eduardo Antunes.<br \/>\nNa estrutura montada h\u00e1 poucos meses, est\u00e3o sendo testados quatro diferentes leitos de cultivo. Entre eles, os slabs \u2013 sacos pl\u00e1sticos que revestem o substrato e servem de base para as plantas. Chamado de sistema aberto, o cultivo em slabs \u00e9 o mais comum em propriedades da regi\u00e3o, j\u00e1 que tem um custo inicial mais baixo. Na contram\u00e3o, a solu\u00e7\u00e3o nutritiva usada na irriga\u00e7\u00e3o \u00e9 escoada pela parte de baixo da estrutura e exige que o produtor adquira fertilizantes com frequ\u00eancia.<br \/>\nDe acordo com Gerson Vignolo, aluno de p\u00f3s-doutorado que pertence ao mesmo grupo de trabalho, este problema n\u00e3o \u00e9 visto em sistemas fechados, em que a solu\u00e7\u00e3o nutritiva \u00e9 recirculante. Mas, para implantar um sistema que apresente maior economia a longo prazo, s\u00e3o necess\u00e1rios mais detalhes na hora de montar a estrutura, o que faz os gastos iniciais subirem.<br \/>\n&#8220;Se fala muito que o custo \u00e9 maior no sistema fechado, mas n\u00e3o se sabe exatamente o que \u00e9 gasto de \u00e1gua, nutrientes e fertilizantes, por exemplo, no sistema aberto. Ent\u00e3o estamos testando diferentes sistemas e controlando tudo o que \u00e9 gasto em cada um deles, incluindo o material usado para a montagem, justamente para ter ideia dos custos e avaliar o que vale mais a pena&#8221;, explica Gerson.<br \/>\nEntre os sistemas fechados que passam por testes est\u00e3o aqueles que utilizam telhas de fibrocimento, isopor e canos de PVC. Este \u00faltimo \u00e9 o \u00fanico que n\u00e3o necessita de substrato e usa apenas \u00e1gua, por isso, tamb\u00e9m exige irriga\u00e7\u00e3o frequente para evitar que as plantas morram.<br \/>\nAl\u00e9m dos diferentes leitos de cultivo, o experimento tamb\u00e9m observa o comportamento de cinco diferentes cultivares na produ\u00e7\u00e3o fora do solo. &#8220;Queremos poder mostrar para o produtor qual a cultivar mais adequada para o cultivo fora do solo e para a produ\u00e7\u00e3o fora de \u00e9poca, quando a fruta vale mais no mercado&#8221;, afirma a doutoranda.<br \/>\nPara buscar alternativas de produ\u00e7\u00e3o que possam atender a esta demanda, na Embrapa, s\u00e3o realizadas v\u00e1rias outras pesquisas envolvendo o cultivo fora do solo. Uma delas avalia um importante fator que influencia a produtividade: o fotoper\u00edodo \u2013 tempo di\u00e1rio em que a planta fica exposta ao sol.<br \/>\nO experimento est\u00e1 instalado na sede da Embrapa Clima Temperado desde agosto do ano passado e \u00e9 uma adapta\u00e7\u00e3o, para as condi\u00e7\u00f5es da regi\u00e3o, da experi\u00eancia que Gerson acompanhou quando esteve na Calif\u00f3rnia, nos Estados Unidos. No sistema, luzes artificiais de diferentes cores s\u00e3o usadas para estender o tempo di\u00e1rio de fotoss\u00edntese.<br \/>\nOs testes s\u00e3o feitos com luzes vermelhas, azuis e brancas. De acordo com Gerson, as pesquisas americanas comprovaram que diferentes cores de l\u00e2mpadas podem provocar rea\u00e7\u00f5es distintas nas plantas. A luz vermelha, por exemplo, induz a flora\u00e7\u00e3o, j\u00e1 a azul influencia o crescimento vegetativo.<br \/>\nAs plantas que passam pelos testes em Pelotas, tamb\u00e9m demonstram algumas distin\u00e7\u00f5es quanto ao tipo de cor, mas apresentam maior diferen\u00e7a em produ\u00e7\u00e3o quando comparadas \u00e0s que n\u00e3o receberam o tratamento. Em um ano, as que ficaram sob a ilumina\u00e7\u00e3o artificial produziram cerca de duzentos gramas a mais do que as que contaram apenas com a luz natural.<br \/>\nPara Gerson, mesmo que esse tipo de ilumina\u00e7\u00e3o n\u00e3o seja usual no Brasil, pode ser uma alternativa futura para aumentar o rendimento. &#8220;Principalmente em regi\u00f5es como a de Pelotas, onde, \u00e0s vezes, o sol fica longos per\u00edodos sem aparecer, essas l\u00e2mpadas s\u00e3o muito importantes para que as plantas sigam fazendo fotoss\u00edntese mesmo em condi\u00e7\u00f5es desfavor\u00e1veis&#8221;, ressalta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cultivar morango sem solo est\u00e1 se tornando uma realidade no Sul do Estado ga\u00facho e ganha cada vez mais destaque. Para identificar as melhores condi\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o neste sistema, uma pesquisa desenvolvida pela Embrapa Clima Temperado (Pelotas, RS) avalia o desempenho das plantas em diferentes leitos de cultivo. 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