{"id":3057,"date":"2015-10-19T00:01:48","date_gmt":"2015-10-19T03:01:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.frutadovale.com.br\/2013\/?p=3057"},"modified":"2015-10-19T00:12:35","modified_gmt":"2015-10-19T03:12:35","slug":"banana-prata-mineira-sera-exportada-para-europa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.frutadovale.com.br\/2013\/2015\/10\/19\/banana-prata-mineira-sera-exportada-para-europa\/","title":{"rendered":"Banana prata mineira ser\u00e1 exportada para Europa"},"content":{"rendered":"<p>Um mercado aberto, sem concorrentes e interessado em consumir a banana-prata produzida no Brasil. A Europa est\u00e1 de portas abertas para p\u00f4r na mesa essa fruta t\u00e3o popular por aqui. Do outro lado da ponta e com interesses cada vez maiores em suprir essa demanda internacional, Minas Gerais j\u00e1 comprovou que \u00e9 poss\u00edvel levar a del\u00edcia at\u00e9 l\u00e1 e articula, agora, estrat\u00e9gias para que a exporta\u00e7\u00e3o seja realidade no pa\u00eds e no estado. <\/p>\n<p>H\u00e1 um ano, produtores mineiros desembarcaram a iguaria em Portugal e comprovaram que, com a tecnologia certa, \u00e9 poss\u00edvel manter a qualidade do produto quando ele vai para bem longe. Desde ent\u00e3o, estrat\u00e9gias est\u00e3o sendo tra\u00e7adas no Norte de Minas para que a fruta seja entregue em todo o continente europeu. O primeiro alvo \u00e9 Alemanha, para onde, em fevereiro de 2016, produtores mineiros v\u00e3o levar pencas para degusta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do Brasil e a alta do d\u00f3lar s\u00e3o dois dos principais fatores que est\u00e3o impulsionando produtores da Regi\u00e3o do Ja\u00edba, no Norte de Minas, a somarem esfor\u00e7os em estrat\u00e9gias para a exporta\u00e7\u00e3o da banana-prata. Isso, porque, com a retra\u00e7\u00e3o na economia, muitos locais que revendem a iguaria aqui no territ\u00f3rio nacional est\u00e3o comprando menos dos fruticultores e j\u00e1 h\u00e1 perdas de bananas. \u201cEstamos no momento de safra e os comerciantes falam em diminui\u00e7\u00e3o de vendas, ou seja, come\u00e7am as sobras e vira uma bola de neve. Atualmente, um produtor tem recebido R$ 0,50 pela fruta, e, com a alta do d\u00f3lar, o mercado externo est\u00e1 mais atraente\u201d, comenta o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Central dos Fruticultores do Norte de Minas (Abanorte), Saulo Bresinski Lage.<\/p>\n<p>A Regi\u00e3o do Ja\u00edba \u00e9 composta por sete munic\u00edpios, e, por causa da combina\u00e7\u00e3o entre as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, o solo f\u00e9rtil e a irriga\u00e7\u00e3o controlada, forma um cen\u00e1rio adequado para a produ\u00e7\u00e3o de diversas frutas, principalmente da banana-prata. A esperan\u00e7a da regi\u00e3o para ingressar no mercado internacional est\u00e1 na Alemanha, onde haver\u00e1, na primeira semana de fevereiro do ano que vem, a Fruit Log\u00edstica \u2013 um ponto de encontro da lideran\u00e7a internacional do marketing de frutas e hortali\u00e7as. \u201c\u00c9 a maior feira desse tipo do mundo e ela ocorre em um shopping para a classe A de Berlim.<br \/>\nA nossa proposta \u00e9 apresentar a banana-prata, que n\u00e3o tem l\u00e1, como produto ex\u00f3tico\u201d, comenta Saulo Lage. Isso porque, na Europa, os tipos nanica e caturra s\u00e3o conhecidos. \u201cAqui no mercado interno, a banana-prata tem um valor mais alto, e, l\u00e1 fora, tamb\u00e9m ser\u00e1 mais valorizada.\u201d<\/p>\n<p>O alto custo se deve ao processo de armazenamento da fruta para a exporta\u00e7\u00e3o. Durante tr\u00eas anos, por meio do incentivo do governo do estado, em conjunto com o Sebrae e a Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Estado de Minas Gerais (Faemg), pesquisadores e especialistas na \u00e1rea estudaram a melhor forma de exportar a banana-prata do Ja\u00edba. O primeiro teste foi feito para Portugal, h\u00e1 um ano. Segundo o superintendente do Instituto Ant\u00f4nio Ernesto de Salvo \u2013 bra\u00e7o de pesquisa da Faemg \u2013, Pierre Vilela, nesse per\u00edodo de estudo, foram feitos ajustes na tecnologia de exporta\u00e7\u00e3o. \u201cTodas as medidas que t\u00ednhamos tomado at\u00e9 ent\u00e3o tinham sido frustradas. Nunca consegu\u00edamos um resultado efetivo\u201d, comenta Pierre, acrescentando que, no ano passado, um cont\u00eainer com 16 toneladas da fruta foi levado a Portugal.<\/p>\n<p>Foram 25 dias de tr\u00e2nsito da banana, da colheita at\u00e9 o destino final. \u201cConseguimos a manuten\u00e7\u00e3o da qualidade da fruta, que chegou em boas condi\u00e7\u00f5es de consumo \u00e0 Europa\u201d, comemora Pierre. O orgulho \u00e9 grande, porque, de acordo com dados do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio Exterior (MDIC), o pa\u00eds exporta apenas 1% da banana que produz. O Brasil \u00e9 o terceiro produtor mundial de banana, com cerca de 7,5 milh\u00f5es de toneladas, atr\u00e1s apenas da \u00cdndia e da China. Minas Gerais, com 687,3 mil toneladas dessa fatia, \u00e9 o quarto maior produtor no pa\u00eds, depois de S\u00e3o Paulo (1,2 milh\u00e3o de toneladas), Bahia (1,1 milh\u00e3o de toneladas) e Santa Catarina (689,8 mil toneladas).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um mercado aberto, sem concorrentes e interessado em consumir a banana-prata produzida no Brasil. A Europa est\u00e1 de portas abertas para p\u00f4r na mesa essa fruta t\u00e3o popular por aqui. 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