{"id":2176,"date":"2015-01-05T00:01:04","date_gmt":"2015-01-05T03:01:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.frutadovale.com.br\/2013\/?p=2176"},"modified":"2015-01-05T00:27:37","modified_gmt":"2015-01-05T03:27:37","slug":"nova-especie-de-maracuja-recebe-nome-de-pesquisador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.frutadovale.com.br\/2013\/2015\/01\/05\/nova-especie-de-maracuja-recebe-nome-de-pesquisador\/","title":{"rendered":"Nova esp\u00e9cie de maracuj\u00e1 recebe nome de pesquisador"},"content":{"rendered":"<p>O pesquisador Nilton Junqueira, da Embrapa Cerrados (Planaltina, DF), teve o nome eternizado em uma nova esp\u00e9cie de maracuj\u00e1 Passiflora junqueirae. A planta, nativa da flora brasileira, foi descrita por Daniela Cristina Imig, professora do Centro Universit\u00e1rio Campos de Andrade (Uniandrade), de Curitiba (PR), e pelo seu orientador de mestrado Armando Carlos Cervi, pesquisador do Departamento de Bot\u00e2nica da Universidade Federal do Paran\u00e1, a partir de coletas no Parque Nacional do Capara\u00f3, na divisa entre Minas Gerais e Esp\u00edrito Santo.  O artigo \u201cA new species of Passiflora L. (Passifloraceae), from Esp\u00edrito Santo, Brazil\u201d, foi publicado na edi\u00e7\u00e3o n\u00ba 186 do peri\u00f3dico internacional online de taxonomia bot\u00e2nica Phytotaxa (https:\/\/www.mapress.com\/phytotaxa\/).<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma forma de reconhecimento da comunidade cient\u00edfica. Quando sai uma esp\u00e9cie assim, o mundo inteiro fica sabendo, pois \u00e9 preciso enviar material para diferentes herb\u00e1rios. Isso acaba levando junto o nome da institui\u00e7\u00e3o\u201d diz Junqueira, que \u00e9 engenheiro agr\u00f4nomo com mestrado e doutorado em fitopatologia pela Universidade de Vi\u00e7osa. O pesquisador foi admitido na Embrapa em 1979, e est\u00e1 na Embrapa Cerrados desde 1990, realizando pesquisas com esp\u00e9cies frut\u00edferas tropicais para alimenta\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de agroenergia.<\/p>\n<p>A P. junqueirae tamb\u00e9m est\u00e1 presente na cole\u00e7\u00e3o do Banco Ativo de Germoplasma (BAG) da Embrapa Cerrados, e foi o pesquisador que indicou aos autores do artigo a exist\u00eancia de um maracuj\u00e1 at\u00e9 ent\u00e3o desconhecido. \u201cQuando vi a planta florida, n\u00e3o tive d\u00favida de que se tratava de uma nova esp\u00e9cie\u201d, lembra Daniela Imig. \u201cDr. Nilton \u00e9 de uma simpatia plena, e est\u00e1 sempre nos ajudando com informa\u00e7\u00f5es novas, tanto do campo quanto da cole\u00e7\u00e3o da Embrapa Cerrados. J\u00e1 hav\u00edamos decidido que ao encontrarmos uma esp\u00e9cie nova, ela se chamaria P. junqueirae. Ficamos muito felizes por ele ter aceitado a homenagem\u201d, diz a professora do Uniandrade.<\/p>\n<p>O material bot\u00e2nico (typus) da nova esp\u00e9cie dever\u00e1 ser encaminhado para os principais herb\u00e1rios brasileiros, como o Herb\u00e1rio da Universidade Federal do Esp\u00edrito Santo, Estado de origem da esp\u00e9cie, o Museu Bot\u00e2nico Municipal de Curitiba, o Herb\u00e1rio da Universidade Federal do Paran\u00e1, o Herb\u00e1rio da Uniandrade e o BAG da Embrapa Cerrados. Segundo Daniela, a ideia \u00e9 tamb\u00e9m enviar amostras para herb\u00e1rios de Paris, Genebra, Kew (Inglaterra) e Nova York e de pa\u00edses onde haja pesquisadores trabalhando com a fam\u00edlia das passiflor\u00e1ceas.<\/p>\n<p>No Brasil, h\u00e1 141 esp\u00e9cies descritas, sendo 85 delas end\u00eamicas. Ainda h\u00e1 pouca informa\u00e7\u00e3o sobre a P. junqueirae, que at\u00e9 o momento s\u00f3 foi encontrada no Parque Nacional do Capara\u00f3 e arredores. Como n\u00e3o apresenta muitos indiv\u00edduos, a esp\u00e9cie \u00e9 possivelmente rara. V\u00e1rias caracter\u00edsticas distinguem a nova esp\u00e9cie das outras j\u00e1 descritas, como o formato dos l\u00f3bulos das folhas e dos filamentos da corona e a colora\u00e7\u00e3o das p\u00e9talas.<\/p>\n<p>A P. junqueirae \u00e9 uma planta herb\u00e1cea e trepadeira. As folhas s\u00e3o inteiras, mas trilobuladas. As flores s\u00e3o solit\u00e1rias e vistosas, com s\u00e9palas e p\u00e9talas brancas e a corona de filamento em m\u00faltiplas s\u00e9ries, que v\u00e3o da colora\u00e7\u00e3o vinho escuro a lil\u00e1s claro no \u00e1pice, bandeados de branco \u2013 a beleza das flores, que se abrem pela manh\u00e3, confere \u00e0 esp\u00e9cie potencial ornamental. Os frutos s\u00e3o do tipo baga, de formato alongado com sementes revestidas por polpa de sabor levemente \u00e1cido, mas agrad\u00e1vel ao paladar, segundo os pesquisadores.<\/p>\n<p>Um fato que chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 o tamanho das aristas, que s\u00e3o proje\u00e7\u00f5es das s\u00e9palas. A estrutura \u00e9 relativamente comum nas esp\u00e9cies do g\u00eanero Passiflora, medindo de 1 cm a 1,5 cm de comprimento. Mas em Passiflora junqueirae as aristas medem entre 2 cm a 3,5 cm, e no per\u00edodo de pr\u00e9-flora\u00e7\u00e3o ultrapassam o tamanho dos bot\u00f5es florais, lembrando as pernas de uma aranha. Devido a essa caracter\u00edstica, a esp\u00e9cie foi apelidada de \u201cmaracuj\u00e1 perna de aranha\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O pesquisador Nilton Junqueira, da Embrapa Cerrados (Planaltina, DF), teve o nome eternizado em uma nova esp\u00e9cie de maracuj\u00e1 Passiflora junqueirae. 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