{"id":2171,"date":"2020-12-21T04:06:19","date_gmt":"2020-12-21T07:06:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.frutadovale.com.br\/2013\/?p=2171"},"modified":"2021-01-03T22:26:03","modified_gmt":"2021-01-04T01:26:03","slug":"fruta-da-temporada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.frutadovale.com.br\/2013\/2020\/12\/21\/fruta-da-temporada\/","title":{"rendered":"P\u00eassego: Fruta da temporada"},"content":{"rendered":"<p>Apreciado no mundo inteiro, com 15,4 milh\u00f5es de toneladas colhidas por ano no planeta, o p\u00eassego ainda tem produ\u00e7\u00e3o t\u00edmida em Minas Gerais. E neste m\u00eas, \u00e9poca da safra da fruta que \u00e9 presen\u00e7a certeira nas ceias de Natal e r\u00e9veillon, os agricultores mineiros que apostam no cultivo tiveram um presente desagrad\u00e1vel: a concorr\u00eancia ga\u00facha chegou mais cedo que o esperado, o que fez com que os pre\u00e7os pagos em Minas despencassem aproximadamente 16%, em rela\u00e7\u00e3o ao que foi pago em 2013. Na semana passada, uma caixa de, no m\u00e1ximo, sete quilos da fruta custava, em m\u00e9dia, R$ 18 \u2013 R$ 2 a menos que no mesmo per\u00edodo do ano passado. Apesar do desgosto, o mercado tem suas vantagens. Entre elas, est\u00e1 o bom retorno financeiro: o lucro bruto da planta\u00e7\u00e3o de p\u00eassegos rende at\u00e9 sete vezes mais que o registrado com o cultivo de caf\u00e9, segundo os fruticultores.<\/p>\n<p>Minas produz quase 20 mil toneladas de p\u00eassego e nectarina por ano e j\u00e1 ocupa a quarta posi\u00e7\u00e3o no ranking de agricultores que apostam na fruta. Enquanto isso, o Rio Grande do Sul, o campe\u00e3o da lista, colhe 132 mil toneladas de ambas as frutas anualmente. \u201cDesde 2008, perdemos uma posi\u00e7\u00e3o nesse ranking. Minas era o terceiro estado, atr\u00e1s apenas do Rio Grande do Sul e de S\u00e3o Paulo. Mas, h\u00e1 seis anos, Santa Catarina conquistou nossa posi\u00e7\u00e3o. Passamos de 26.808 toneladas por ano, para 19.967 toneladas\u201d, comenta o analista de agroneg\u00f3cios da assessoria t\u00e9cnica da Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Estado de Minas Gerais (Faemg) Caio Coimbra. Segundo ele, n\u00e3o h\u00e1 informa\u00e7\u00f5es direcionadas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o somente da nectarina no pa\u00eds, muito em fun\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o reduzida da fruta no Brasil.<\/p>\n<p>A posi\u00e7\u00e3o mineira e a ga\u00facha apontam o maior desafio do cultivo do fruto no pa\u00eds: as baixas temperaturas. De clima temperado, o p\u00eassego e a nectarina precisam, para se desenvolver bem, de, no m\u00ednimo, 700 horas de temperaturas abaixo dos 7 graus Celsius. No estado, em mais de 40 anos, muitas foram as pesquisas para desenvolver variedades que se adaptassem ao clima mineiro. Por isso, nas cidades onde o inverno \u00e9 mais rigoroso, a produ\u00e7\u00e3o \u00e9 maior, como \u00e9 o caso de Virg\u00ednia, no Sul de Minas, e de Barbacena, na Regi\u00e3o Central. \u201cJuntos, esses munic\u00edpios representam 60% da produ\u00e7\u00e3o. S\u00e3o, ao todo, 10 munic\u00edpios com clima ameno no estado que t\u00eam esse tipo de produtividade.<\/p>\n<p>Naquele ano, foram produzidas 7 mil toneladas. Em segundo lugar, est\u00e1 Barbacena, que, no mesmo per\u00edodo, produziu 6 mil toneladas\u201d, aponta Caio Coimbra.<\/p>\n<p>Segundo dados da Emater (Empresa de Assist\u00eancia T\u00e9cnica e Extens\u00e3o Rural do Estado de Minas Gerais), hoje, h\u00e1 125 mil hectares com frut\u00edferas. \u201cPelo nosso acompanhamento, h\u00e1 no estado 490 hectares em produ\u00e7\u00e3o de p\u00eassego, e mais 6,6 em forma\u00e7\u00e3o. J\u00e1 para a nectarina, s\u00e3o 58 hectares em produ\u00e7\u00e3o e 2,5 em forma\u00e7\u00e3o\u201d, revela o coordenador de fruticultura da Emater-MG, Deny Sanabio. Ele destaca que se trata de uma cultura que, com menos de 600 horas de frio, n\u00e3o produz. \u201cH\u00e1 uma esp\u00e9cie de horm\u00f4nio que muitos produtores colocam para ajudar nesse desenvolvimento das plantas.\u201d Deny explica que h\u00e1 variedades das frutas que come\u00e7am a ser colhidas na segunda quinzena de setembro at\u00e9 outubro, as chamadas precoces, at\u00e9 ent\u00e3o, mais comuns em Minas. \u201cNo Sul do pa\u00eds, geralmente, a colheita vai de 15 de novembro at\u00e9 dezembro\u201d, conta Deny. Por causa da concentra\u00e7\u00e3o da safra nesta temporada \u00e9 que a oferta aumenta no mercado e o pre\u00e7o da fruta cai.<\/p>\n<p>Em outros Tempos &#8211; Em agosto, a fruta chega a custar R$ 5,83 por quilo. Na semana passada, em Belo Horizonte, o pre\u00e7o j\u00e1 era de R$ 3,33. Em janeiro, o valor sobe para perto de R$ 3,80. \u201cEste ano, o Rio Grande do Sul antecipou em tr\u00eas semanas a colheita, enquanto a nossa se manteve entre setembro e outubro. Isso nos pegou de surpresa e, com mais oferta, o pre\u00e7o pago a n\u00f3s caiu em mais de 15%\u201d, conta o produtor de Barbacena Luiz Gava, da Ch\u00e1cara Mantiqueira. Na semana passada, no entreposto de Contagem da Centrais de Abastecimento de Minas Gerais (CeasaMinas), o clima era de des\u00e2nimo. \u201cOs pre\u00e7os est\u00e3o baixos, mas h\u00e1 procura\u201d, observa o produtor e comerciante Jonathan Carlos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apreciado no mundo inteiro, com 15,4 milh\u00f5es de toneladas colhidas por ano no planeta, o p\u00eassego ainda tem produ\u00e7\u00e3o t\u00edmida em Minas Gerais. 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