{"id":1889,"date":"2014-09-15T00:01:24","date_gmt":"2014-09-15T03:01:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.frutadovale.com.br\/2013\/?p=1889"},"modified":"2014-09-15T00:08:21","modified_gmt":"2014-09-15T03:08:21","slug":"nova-mosca-traz-alerta-a-fruticultura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.frutadovale.com.br\/2013\/2014\/09\/15\/nova-mosca-traz-alerta-a-fruticultura\/","title":{"rendered":"Nova mosca traz alerta \u00e0 fruticultura"},"content":{"rendered":"<p>A fruticultura da regi\u00e3o est\u00e1 em alerta para uma nova mosca que tem registros de grandes estragos em pomares dos Estados Unidos, da Europa e da \u00c1sia. O Brasil foi o primeiro pa\u00eds latino-americano a detectar a sua presen\u00e7a em 2013, nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, provavelmente trazida para c\u00e1 em frutos infestados de ovos da esp\u00e9cie. No nosso Estado, a esp\u00e9cie foi detectada nos munic\u00edpios de Erechim, Vila Maria, Os\u00f3rio, Cap\u00e3o do Le\u00e3o e Morro Redondo. Recentemente foi constatada no munic\u00edpio de Vacaria, causando danos de at\u00e9 30% no morangueiro.<\/p>\n<p>As caracter\u00edsticas da esp\u00e9cie Drosophila suzukii, conhecida como mosca-da-asa-manchada, s\u00e3o preocupantes para a fruticultura da regi\u00e3o, como a baixa mortalidade, adapta\u00e7\u00e3o ao clima e prefer\u00eancia por frutas com caro\u00e7o. \u00c9 bastante semelhante com a esp\u00e9cie zaprionus indianus, que teve r\u00e1pida infesta\u00e7\u00e3o no final dos anos 1990 e causou s\u00e9rios preju\u00edzos no figo em S\u00e3o Paulo, se adaptando ao clima tropical.<\/p>\n<p>De origem da \u00c1sia Oriental, \u00e9 um dos \u00fanicos drosofil\u00eddeos capazes de causar danos em frutos intactos. Esta esp\u00e9cie \u00e9 muito semelhante \u00e0s pequenas moscas que aparecem na fruteira de casa, indicando a decomposi\u00e7\u00e3o de frutos j\u00e1 maduros. A diferen\u00e7a da D. suzukii \u00e9 que a f\u00eamea atua ainda no pomar, antes mesmo do fruto amadurecer. O dano prim\u00e1rio ocorre quando perfuram o fruto para realizar a oviposi\u00e7\u00e3o e, posteriormente, pelas larvas que se alimentam da polpa. Os danos secund\u00e1rios s\u00e3o causados por micro-organismos como fungos e bact\u00e9rias, que levam o fruto \u00e0 deteriora\u00e7\u00e3o, o que poder\u00e1 reduzir a comercializa\u00e7\u00e3o destes no mercado interno ou \u00e0 rejei\u00e7\u00e3o por pa\u00edses importadores.<\/p>\n<p>Monitoramento<br \/>\nA presen\u00e7a de adultos de D. suzukii no campo pode ser monitorada atrav\u00e9s de armadilhas contendo iscas atrativas, que podem conter a j\u00e1 utilizada prote\u00edna hidrolisada ou ainda vinho ou vinagre de ma\u00e7\u00e3. Em Pelotas e na regi\u00e3o, h\u00e1 armadilhas sendo monitoradas pela equipe do Departamento de Ecologia do Instituto de Biologia, da Universidade Federal de Pelotas, liderada pelo professor doutor Fl\u00e1vio Roberto Mello Garcia. O projeto envolve tr\u00eas teses de doutorado, que s\u00e3o lideradas pelo professor doutor Marco Silva Gottschalk, e trabalhadas em laborat\u00f3rio e a campo pelos profissionais doutora Juliana Cordeiro, doutora Adrise Medeiros Nunes e doutorandas Daniele Schlesener e Jutiane Wollmann.<br \/>\nControle<br \/>\nSegundo o professor Fl\u00e1vio Garcia, a D. suzukii \u00e9 de dif\u00edcil controle, pois apresenta grande capacidade de dispers\u00e3o, elevado potencial bi\u00f3tico, podendo ter v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es por safra. Tem prefer\u00eancia por temperaturas amenas (entre 20\u00b0C a 25\u00b0C), sendo capaz de sobreviver a varia\u00e7\u00f5es extremas de temperatura, o que a torna adapt\u00e1vel \u00e0 Regi\u00e3o Sul do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Recomenda-se a coloca\u00e7\u00e3o de uma armadilha por hectare, em locais frescos e sombreados da planta e ao n\u00edvel dos frutos. A instala\u00e7\u00e3o das armadilhas deve ser ap\u00f3s o in\u00edcio do amadurecimento dos frutos, per\u00edodo em que em que estes come\u00e7am a mudar de cor, o que coincide com o amolecimento da pele do fruto e a eleva\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis de a\u00e7\u00facar.<\/p>\n<p>O m\u00e9todo de controle mais utilizado em locais onde h\u00e1 ocorr\u00eancia dessa praga \u00e9 o controle qu\u00edmico, mas j\u00e1 existem registros de poss\u00edveis inimigos naturais.<\/p>\n<p>O controle cultural \u00e9 outra ferramenta fundamental para o manejo da praga. Recomenda-se a elimina\u00e7\u00e3o de poss\u00edveis hospedeiros alternativos das \u00e1reas vizinhas aos pomares. Como os estudos ainda n\u00e3o est\u00e3o conclu\u00eddos, n\u00e3o h\u00e1 produtos registrados para controle no Brasil. A preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 crescente entre a comunidade cient\u00edfica e entre os produtores de frut\u00edferas, j\u00e1 que o inseto est\u00e1 se espalhando antes mesmo de ser declarada como praga quarenten\u00e1ria, que \u00e9 quando apresenta amea\u00e7a \u00e0 economia agr\u00edcola do pa\u00eds ou regi\u00e3o importadora exposta. O primeiro registro fora do seu local de origem ocorreu em 1980 no Hava\u00ed e entre os anos de 2008 e 2009 se disseminou rapidamente pela Europa e a Am\u00e9rica do Norte, estando hoje distribu\u00edda em todos os continentes. Os Estados Unidos j\u00e1 registraram preju\u00edzos de 5 milh\u00f5es de d\u00f3lares e a Europa danos que chegam a 80% em pomares de pequenos frutos.<\/p>\n<p><strong>Diferen\u00e7a da mosca das-frutas (anastrepha fraterculus)<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; a larva permanece no fruto<\/p>\n<p>&#8211; perfura algumas frutas antes de amadurecer<\/p>\n<p>&#8211; possui dias de pausa<\/p>\n<p>&#8211; tem ciclo curto<\/p>\n<p>&#8211; baixa mortalidade<\/p>\n<p>Medidas de combate<\/p>\n<p>&#8211; Remover os frutos ca\u00eddos no ch\u00e3o<\/p>\n<p>&#8211; Utilizar armadilhas para detectar presen\u00e7a<\/p>\n<p><strong>Culturas que podem ser afetadas:<\/strong><\/p>\n<p>Infesta uma grande diversidade de frutos, sobretudo os de tamanho pequeno, de pele fina e frutos de caro\u00e7o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A fruticultura da regi\u00e3o est\u00e1 em alerta para uma nova mosca que tem registros de grandes estragos em pomares dos Estados Unidos, da Europa e da \u00c1sia. 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