{"id":1563,"date":"2014-05-28T00:01:47","date_gmt":"2014-05-28T03:01:47","guid":{"rendered":"https:\/\/www.frutadovale.com.br\/2013\/?p=1563"},"modified":"2014-05-28T00:27:57","modified_gmt":"2014-05-28T03:27:57","slug":"engenheiros-agronomos-discutem-seguranca-alimentar-e-responsabilidade-profissional-em-encontro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.frutadovale.com.br\/2013\/2014\/05\/28\/engenheiros-agronomos-discutem-seguranca-alimentar-e-responsabilidade-profissional-em-encontro\/","title":{"rendered":"Agr\u00f4nomos discutem seguran\u00e7a alimentar e responsabilidade profissional"},"content":{"rendered":"<p>Seguran\u00e7a alimentar e a responsabilidade profissional do engenheiro agr\u00f4nomo ser\u00e1 o tema central do 8\u00ba Congresso Estadual de Engenheiros Agr\u00f4nomos que, durante os dias 28, 29 e 30 de maio, na sede da FIESC, em Florian\u00f3polis, ir\u00e1 mobilizar engenheiros agr\u00f4nomos de toda Santa Catarina. S\u00e3o esperados para o evento mais de 350 participantes, entre profissionais da \u00e1rea, docentes e estudantes de agronomia.<\/p>\n<p>Proje\u00e7\u00f5es indicam que o Brasil em alguns anos deve tornar-se o maior produtor mundial de alimentos. Por outro lado, existe uma necessidade e uma demanda cada vez maior da sociedade por alimentos sem agrot\u00f3xicos, seguros e de proced\u00eancia conhecida.<\/p>\n<p>Brasil poder\u00e1 ser o celeiro do mundo na produ\u00e7\u00e3o de alimentos<\/p>\n<p>A proje\u00e7\u00e3o da falta de alimentos tem trazido preocupa\u00e7\u00e3o ao mundo e mostra-se uma boa oportunidade para o crescimento da agricultura familiar e do agroneg\u00f3cio como um todo. Segundo especialistas em economia agr\u00edcola, o pa\u00eds \u00e9 uma das na\u00e7\u00f5es mais preparadas para suprir a atual escassez de alimentos, segundo Raul Zucatto, coordenador da comiss\u00e3o organizadora do evento e engenheiro agr\u00f4nomo, \u201ctemos ganho mercados, lucros para nossos agricultores e ainda aumentado a produ\u00e7\u00e3o de alimentos, com menor ou igual \u00e1rea cultivada\u201d.<\/p>\n<p>O Brasil \u00e9 visto pelos \u00f3rg\u00e3os internacionais (FAO e OCDE) como o celeiro do mundo, a \u201cgrande fazenda\u201d. Estima-se que at\u00e9 2050 o mundo vai necessitar de 70% a mais de alimentos. O Brasil deve ser o respons\u00e1vel por 40% deste aumento na produ\u00e7\u00e3o mundial. \u201cComo profissionais da agronomia, somos o principal agente dessa conjuntura. O Brasil j\u00e1 \u00e9 l\u00edder na produ\u00e7\u00e3o de diversos produtos agr\u00edcolas, como carne bovina, suco de laranja e soja. Amanh\u00e3, poder\u00e1 ser o celeiro do mundo, a solu\u00e7\u00e3o do problema da infla\u00e7\u00e3o dos alimentos\u201d, destaca Zucatto. E completa: &#8220;Estamos vindo de uma safra muito boa, rent\u00e1vel ao produtor, com muito investimento em tecnologia. Isso implica aumento de produtividade e d\u00e1 uma boa perspectiva para a agricultura familiar e para o agroneg\u00f3cio\u201d.<\/p>\n<p>O agroneg\u00f3cio vem passando por intenso processo de profissionaliza\u00e7\u00e3o, que \u00e9 intimamente ligado \u00e0 melhoria de produtividade, a tecnologia usada nas lavouras, que de um modo geral, \u00e9 considerada de ponta, permitindo produtividade t\u00e3o boa quanto \u00e0 de pa\u00edses do primeiro mundo.<br \/>\n\u201cAcredito que, se fizermos todo o trabalho certo, poderemos dobrar nossa produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e triplicar as exporta\u00e7\u00f5es do agroneg\u00f3cio, hoje na casa de US$ 50 bilh\u00f5es anuais\u201d, justifica o coordenador do 8\u00ba Congresso Estadual de Engenheiros Agr\u00f4nomos.<\/p>\n<p>Como nos anos recentes a agropecu\u00e1ria catarinense cresce menos que a nacional, de 2006 para c\u00e1 a participa\u00e7\u00e3o de Santa Catarina tem diminu\u00eddo tanto na \u00e1rea animal quanto vegetal, mas principalmente na vegetal, o que ocorre tanto pela redu\u00e7\u00e3o da \u00e1rea plantada com gr\u00e3os no estado como pelo seu crescimento em outros estados. Al\u00e9m disso, pesa tamb\u00e9m o fato de a produ\u00e7\u00e3o de carnes (frango e su\u00ednos) estar crescendo mais em outros estados do que em Santa Catarina; embora cres\u00e7a tamb\u00e9m aqui, mas com redu\u00e7\u00e3o de produtores. Apesar disso, em 2010 a participa\u00e7\u00e3o da agricultura na forma\u00e7\u00e3o do Produto Interno Bruto (PIB) ainda era maior no estado do que no Pa\u00eds &#8211; 8.1% contra 5,9%.<br \/>\nEduca\u00e7\u00e3o continua sendo uma prioridade &#8211; Outra quest\u00e3o que dever\u00e1 ser amplamente discutida no congresso ser\u00e1 o painel \u201cEnsino de Agronomia: Forma\u00e7\u00e3o profissional e as exig\u00eancias do mercado de trabalho para a produ\u00e7\u00e3o de alimentos seguros\u201d, com o Presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Ensino Agr\u00edcola Superior \u2013 ABEAS e professor da Universidade Federal de Uberl\u00e2ndia, Fernando Cezar Juliatti. Somente em Santa Catarina cerca de 300 profissionais s\u00e3o formados por ano, para competir no mercado de trabalho. Existem atualmente em SC 16 cursos de agronomia, isto sem considerar os novos cursos que est\u00e3o esperando libera\u00e7\u00e3o ou legaliza\u00e7\u00e3o e reconhecimento do MEC, o que poder\u00e1 elevar este n\u00famero a partir de 2015, para 500 alunos\/ano.<br \/>\nApesar disso, h\u00e1 boas perspectiva. A categoria acredita que a profiss\u00e3o esta passando por um momento de um atendimento do Estado para um modelo misto, em que a iniciativa privada participa fortemente, sem contar com o fortalecimento catarinense das cooperativas, que dever\u00e1 abrir muito mercado de trabalho. O que tamb\u00e9m dever\u00e1 ser muito discutido, no evento.<\/p>\n<p>A falta de reconhecimento  e a desvaloriza\u00e7\u00e3o do engenheiro agr\u00f4nomo nas empresas p\u00fablicas em SC na pesquisa e na extens\u00e3o rural t\u00eam levado muitos profissionais  se evadirem do estado buscando maior valoriza\u00e7\u00e3o na carreira.  Muitos rec\u00e9m-formados, devido a retra\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho tamb\u00e9m tem procurado outros estados, principalmente no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e  Tocantins, estados que tem ampliado suas \u00e1reas de plantio.<\/p>\n<p>Recentemente, num levantamento feito pelo Sindicato, com os coordenadores de cursos de agronomia em SC, disseram que a demanda de trabalho muda de acordo com a regi\u00e3o, mas todos defendem que os profissionais precisam ter mais do que conhecimento espec\u00edfico na \u00e1rea em que ir\u00e3o atuar para se destacar no mercado. \u201c\u00c9 fundamental que se atualizem constantemente e tenham conhecimentos t\u00e9cnicos e de campo, jun\u00e7\u00e3o de teoria e pr\u00e1tica, e tudo isto dever\u00e1 ser amplamente discutido neste evento\u201d, conclui Gazoni.<\/p>\n<p>O uso do agrot\u00f3xico &#8211; Com certeza a tem\u00e1tica sobre o uso de agrot\u00f3xicos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 seguran\u00e7a alimentar ser\u00e1 o grande ponto de discuss\u00e3o do evento. Ao mesmo tempo em que somos o maior consumidor mundial de agrot\u00f3xicos, o Brasil j\u00e1 \u00e9 o 4\u00ba maior produtor mundial de alimentos org\u00e2nicos, produzidos em sistemas agroecol\u00f3gicos sem o uso de agrot\u00f3xicos.<\/p>\n<p>Estes dados n\u00e3o s\u00e3o conflitantes, mas merecem reflex\u00e3o. N\u00e3o resta d\u00favida que num pa\u00eds tropical como o nosso, o aparecimento de pragas e doen\u00e7as \u00e9 muito maior, exigindo um controle mais intenso. Por outro lado, o expressivo crescimento da produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica indica que existem caminhos alternativos. Tamb\u00e9m \u00e9 preciso considerar que os \u00edndices de res\u00edduos de agrot\u00f3xicos em alimentos e a divulga\u00e7\u00e3o de estudos comprovam cada vez mais o malef\u00edcio destes produtos qu\u00edmicos para a sa\u00fade humana.<br \/>\nAnualmente, s\u00e3o usados no mundo aproximadamente 2,5 milh\u00f5es de toneladas de agrot\u00f3xicos. O consumo anual no Brasil tem sido superior a 300 mil toneladas de produtos comerciais, representando um aumento no consumo de agrot\u00f3xicos de 700% nos \u00faltimos quarenta anos, enquanto a \u00e1rea agr\u00edcola aumentou 78% nesse per\u00edodo.<\/p>\n<p>O consumo desses produtos difere nas v\u00e1rias regi\u00f5es do pa\u00eds, nas quais se misturam atividades agr\u00edcolas intensivas e tradicionais, e nestas \u00faltimas, n\u00e3o incorporaram o uso intensivo de produtos qu\u00edmicos. Os agrot\u00f3xicos t\u00eam sido mais usados nas regi\u00f5es sudeste, com 38%, e sul, com 31%. O consumo de agrot\u00f3xicos na regi\u00e3o centro-oeste aumentou nas d\u00e9cadas de 70 e 80 devido \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o dos Cerrados e continua crescendo pelo aumento da \u00e1rea plantada de soja e algod\u00e3o naquela regi\u00e3o. Os estados que mais se destacam quanto \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos ainda s\u00e3o S\u00e3o Paulo (25%), Paran\u00e1 (16%), Minas Gerais (12%) e o Rio Grande do Sul (12%).<\/p>\n<p>Cresce demanda pela rastreabilidade &#8211; Um tema que vem ganhando destaque, n\u00e3o somente na pequena produ\u00e7\u00e3o, mas tem conquistado avan\u00e7os no agroneg\u00f3cio brasileiro, \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o integrada, que emprega tecnologias que permitem a aplica\u00e7\u00e3o de boas pr\u00e1ticas agr\u00edcolas e o controle efetivo de todo o processo produtivo atrav\u00e9s de instrumentos adequados de monitoramento dos procedimentos e rastreabilidade em todas as etapas, desde a aquisi\u00e7\u00e3o de insumos at\u00e9 a oferta do produto ao consumidor final.  Segundo o engenheiro agr\u00f4nomo, Paulo Tagliari, da Epagri, respons\u00e1vel pela \u00e1rea, \u201cproduzir alimentos seguros (isentos de res\u00edduos f\u00edsicos, qu\u00edmicos e biol\u00f3gicos) e com alta qualidade e produzidos dentro dos princ\u00edpios de responsabilidade social e de menor agress\u00e3o ao meio ambiente \u00e9 a t\u00f4nica e uma busca do profissional\u201d, diz.<\/p>\n<p>Aqui em Santa Catarina, um sistema de rastreabilidade, pioneiro no pa\u00eds, em parceria com o Minist\u00e9rio da Agricultura e Abastecimento e com a Acats (Associa\u00e7\u00e3o Catarinense de Supermercados), j\u00e1 implantado em 150 fornecedores de hortifr\u00fati, que abastecem dez redes de supermercados catarinenses, traz \u00e0 mesa do consumidor um alimento mais saud\u00e1vel seguindo os par\u00e2metros exigidos pela Anvisa, de um alimento seguro.<br \/>\n  Segundo Tagliari,  nosso trabalho atrav\u00e9s do programa \u00e9 facilitar o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, identificando a origem dos produtos e, consequentemente, oferecendo a seguran\u00e7a do alimento que o consumidor procura para a sua fam\u00edlia, especialmente no que se refere ao controle e uso de agrot\u00f3xicos.<\/p>\n<p>O modelo \u00e9 pioneiro no pa\u00eds e est\u00e1 sendo utilizado como modelo para a expans\u00e3o nacional, tem apresentado ganhos consider\u00e1veis para a cadeia de abastecimento, para a sa\u00fade p\u00fablica e para o bem-estar da sociedade consumidora. Mais informa\u00e7\u00f5es no painel do dia 29 de maio, \u00e0s 18 horas, com t\u00e9cnicos do estado, de Minas Gerais e do Paran\u00e1.<br \/>\nSem d\u00favida este tema vai merecer da coordena\u00e7\u00e3o do evento, uma aten\u00e7\u00e3o especial, talvez tanto ou mais quanto a presen\u00e7a do Ministro da Agricultura, Neri Geller, recentemente empossado, para a abertura do evento al\u00e9m do comprometimento de mais pol\u00edticas p\u00fablicas para Santa Catarina, onde a\u00e7\u00f5es, contratos e aditivos podem ser tra\u00e7ados com sua vinda.<br \/>\nServi\u00e7o:<br \/>\nEvento: 8\u00ba Congresso Estadual de Engenheiros Agr\u00f4nomos<br \/>\nData: 28 a 30 de maio de 2014<br \/>\nLocal: Centro de Eventos da FIESC<br \/>\nInforma\u00e7\u00f5es e inscri\u00e7\u00f5es: www.8ceea.com.br ou (48) 3047.7600<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Seguran\u00e7a alimentar e a responsabilidade profissional do engenheiro agr\u00f4nomo ser\u00e1 o tema central do 8\u00ba Congresso Estadual de Engenheiros Agr\u00f4nomos que, durante os dias 28, 29 e 30 de maio, na sede da FIESC, em Florian\u00f3polis, ir\u00e1 mobilizar engenheiros agr\u00f4nomos de toda Santa Catarina. 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