{"id":1356,"date":"2014-03-26T13:51:06","date_gmt":"2014-03-26T16:51:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.frutadovale.com.br\/2013\/?p=1356"},"modified":"2014-03-26T13:51:06","modified_gmt":"2014-03-26T16:51:06","slug":"laboratorio-de-hidroponia-da-ufsc-bate-recorde-de-producao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.frutadovale.com.br\/2013\/2014\/03\/26\/laboratorio-de-hidroponia-da-ufsc-bate-recorde-de-producao\/","title":{"rendered":"Laborat\u00f3rio de Hidroponia da UFSC bate recorde de produ\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>\tO Laborat\u00f3rio de Hidroponia da Universidade Federal de Santa Catarina\u00a0comemorou recentemente um recorde hist\u00f3rico: a colheita de alfaces hidrop\u00f4nicas com apenas 32 dias de semeadura. O tempo equivale \u00e0 metade exigida na produ\u00e7\u00e3o convencional, que varia de 60 a 80 dias. Com quase duas d\u00e9cadas de atividades, o LabHidro \u00e9 respons\u00e1vel pela cria\u00e7\u00e3o de tecnologias na \u00e1rea e consolidou-se com uma das principais refer\u00eancias no Brasil na pesquisa e extens\u00e3o sobre o cultivo hidrop\u00f4nico. A iniciativa \u00e9 do professor Jorge Barcelos, que fundou o laborat\u00f3rio no Centro de Ci\u00eancias Agr\u00e1rias da UFSC.De acordo com o professor Jorge, a produ\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida de alface deve-se ao uso de um material refletor, uma esp\u00e9cie de adesivo instalado sobre as canaletas onde s\u00e3o colocadas as plantas. Esse material aumenta o poder de fotoss\u00edntese, acelerando o crescimento. Ao mesmo tempo, n\u00e3o aumenta a temperatura e, dessa forma, n\u00e3o queima a planta. A nova tecnologia diz muito sobre o processo de descobertas do laborat\u00f3rio: trata-se de criatividade em adaptar algo originalmente utilizado para outra finalidade e que traz respostas positivas na produ\u00e7\u00e3o hidrop\u00f4nica.<\/p>\n<p>Extens\u00e3o &#8211;\u00a0Al\u00e9m de se destacar na pesquisa, outra atividade importante do LabHidro \u00e9 a extens\u00e3o, ou seja, levar o conhecimento para fora do ambiente acad\u00eamico e de pesquisa. Desde 2001 j\u00e1 foram capacitadas cerca de 1200 pessoas, por meio do Curso de Hidroponia, que \u00e9 oferecido tr\u00eas vezes por ano. A pr\u00f3xima edi\u00e7\u00e3o ser\u00e1 nos dias 22 e 23 de mar\u00e7o, com vagas esgotadas. \u201cExiste uma demanda muito grande por esse conhecimento. Quando anunciamos uma nova turma, as vagas se esgotam rapidamente\u201d, explica o professor Jorge. Os cursos s\u00e3o sempre em mar\u00e7o, julho e novembro.<\/p>\n<p>O\u00a0site do laborat\u00f3rio\u00a0tamb\u00e9m tem a fun\u00e7\u00e3o de extens\u00e3o. Diariamente recebe de 150 a 250 acessos, de v\u00e1rios locais do Brasil e de outros pa\u00edses. O site publica os mais variados temas, em textos, fotos e reportagens em v\u00eddeo. Uma delas \u00e9 a experi\u00eancia do LabHidro na produ\u00e7\u00e3o de hortas caseiras, nas quais as plantas s\u00e3o cultivadas em potes de sorvete. O Laborat\u00f3rio tamb\u00e9m promove\u00a0o j\u00e1 tradicional, realizado anualmente em Florian\u00f3polis, que chega \u00e0 sua 9\u00aa edi\u00e7\u00e3o em 2014. O evento ser\u00e1 nos dias 18 e 19 de setembro e ter\u00e1, pela primeira vez, o Simp\u00f3sio Brasileiro de Hidroponia, com foco em pesquisas cient\u00edficas na \u00e1rea, e que recebe trabalhos at\u00e9 1\u00ba de julho.<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3ria &#8211;\u00a0<\/strong>Hidroponia \u00e9 uma t\u00e9cnica milenar, em que as plantas desenvolvem-se na \u00e1gua, rica em substratos. A principal caracter\u00edstica \u00e9 o cultivo sem solo: as ra\u00edzes podem estar suspensas em meio l\u00edquido, podem estar apoiadas em areia ou brita e, numa varia\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica, podem ser a\u00e9reas e receberem \u00e1gua borrifada, as aerop\u00f4nicas. A \u00e1gua \u00e9 enriquecida, tornando-se uma solu\u00e7\u00e3o nutritiva, da qual a planta retira todos os elementos necess\u00e1rios para se desenvolver. A produ\u00e7\u00e3o \u00e9 feita em estufas, o que ajuda a proteger de ataques de pragas, \u00e0 varia\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica, garantindo assim a produ\u00e7\u00e3o homog\u00eanea ao longo do ano.<\/p>\n<p>Como forma de agricultura, \u00e9 uma t\u00e9cnica relativamente nova e foi bastante utilizada na segunda guerra mundial. O maior produtor mundial \u00e9 a Holanda. No Brasil come\u00e7ou a ser introduzida na d\u00e9cada de 1980, mas a populariza\u00e7\u00e3o se deu nos anos 1990. \u201cA\u00a0principal caracter\u00edstica da hidroponia \u00e9\u00a0produzir num conceito de agricultura mais moderna,\u00a0mais limpa, de qualidade, em qualquer lugar, com m\u00e3o-de-obra familiar, que absorve\u00a0tecnologia moderna, de forma mais flex\u00edvel e mais \u00e1gil\u201d, explica o professor Jorge. Com ela \u00e9 poss\u00edvel produzir verduras, hortali\u00e7as de fruto, como tomate, e frutas em geral. No LabHidro se produz alface, r\u00facula, agri\u00e3o, manjeric\u00e3o, cebolinha, salsinha, tomate, piment\u00e3o, pepino, berinjela, morango, pitanga, jabuticaba, groselha, amora e banana. Em regi\u00f5es de deserto se produz ma\u00e7\u00e3, laranja, banana e uva.<\/p>\n<p><strong>Limita\u00e7\u00e3o &#8211;\u00a0<\/strong>Entre os entraves para a dissemina\u00e7\u00e3o da hidroponia est\u00e3o o alto custo da infraestrutura. O investimento m\u00ednimo \u00e9 de R$ 20 mil, valor que cobre a estrutura e a capacita\u00e7\u00e3o. \u00a0A hidroponia tamb\u00e9m depende muito de energia el\u00e9trica, de uma fonte de \u00e1gua da melhor qualidade poss\u00edvel, e tamb\u00e9m das formula\u00e7\u00f5es de nutrientes. Essas s\u00e3o requeridas ao longo do crescimento da planta e s\u00e3o espec\u00edficas para cada esp\u00e9cie.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Laborat\u00f3rio de Hidroponia da Universidade Federal de Santa Catarina\u00a0comemorou recentemente um recorde hist\u00f3rico: a colheita de alfaces hidrop\u00f4nicas com apenas 32 dias de semeadura. O tempo equivale \u00e0 metade exigida na produ\u00e7\u00e3o convencional, que varia de 60 a 80 dias. 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