{"id":1242,"date":"2014-02-19T00:01:25","date_gmt":"2014-02-19T03:01:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.frutadovale.com.br\/2013\/?p=1242"},"modified":"2014-02-19T00:07:18","modified_gmt":"2014-02-19T03:07:18","slug":"fruticultura-cogita-reducao-de-area","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.frutadovale.com.br\/2013\/2014\/02\/19\/fruticultura-cogita-reducao-de-area\/","title":{"rendered":"Fruticultura cogita redu\u00e7\u00e3o de \u00e1rea"},"content":{"rendered":"<p>Apesar de ser uma boa not\u00edcia para culturas como feij\u00e3o, milho e sorgo, produtos relacionados \u00e0 agricultura de subsist\u00eancia, para a fruticultura irrigada, que depende de \u00e1gua nos len\u00e7\u00f3is fre\u00e1ticos, 2014 pode ser um ano dif\u00edcil. Com a estiagem que perdura desde 2012, o len\u00e7ol fre\u00e1tico em regi\u00f5es como a Chapada do Apodi, pr\u00f3ximo a Mossor\u00f3, deve levar tempo para se recuperar. A estimativa do setor \u00e9 de que, devido \u00e0 seca prolongada, haja a necessidade de reduzir entre 30% e 40% a \u00e1rea plantada de mel\u00e3o, por exemplo, principal item da pauta de exporta\u00e7\u00e3o do Estado.<\/p>\n<p>A estimativa de chuvas dentro da normalidade para o interior do Estado foi divulgada ontem pelo meteorologista da Empresa de Pesquisa Agropecu\u00e1ria do Rio Grande do Norte (Emparn), Gilmar Bristot, em reuni\u00e3o do Comit\u00ea de Combate \u00e0 Seca com a presen\u00e7a da governadora Rosalba Ciarlini.<\/p>\n<p>\u201cNesses primeiros dias de fevereiro, houve evolu\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o ao que os oceanos vinham apresentando, condi\u00e7\u00f5es que facilitam a descida da zona de converg\u00eancia para trazer instabilidade e chuva. Esse ano, n\u00f3s teremos uma condi\u00e7\u00e3o um pouco melhor\u201d, afirmou Bristot. \u201cEm algumas regi\u00f5es, como o Alto Oeste, as chuvas j\u00e1 est\u00e3o ocorrendo e a popula\u00e7\u00e3o j\u00e1 est\u00e1 plantando. Na segundo quinzena de fevereiro para mar\u00e7o deve ter uma efetividade maior das chuvas\u201d, completou.<\/p>\n<p>Mas ele adverte que a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o significa recupera\u00e7\u00e3o plena dos recursos h\u00eddricos. \u201cSabemos que no Serid\u00f3 a situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 muito ruim, os a\u00e7udes est\u00e3o com a capacidade quase esgotada, mas se vier a se confirmar essa situa\u00e7\u00e3o em torno do normal, pode favorecer a uma certa recupera\u00e7\u00e3o que venha a amenizar o quadro dos recursos h\u00eddricos\u201d, disse.<\/p>\n<p><strong>Fruticultura &#8211;\u00a0<\/strong>Contudo, a boa not\u00edcia n\u00e3o deve se estender \u00e0 fruticultura irrigada, principalmente na Chapada do Apodi, entre Bara\u00fanas e Mossor\u00f3, onde \u00e9 preciso captar \u00e1gua do solo, atrav\u00e9s de po\u00e7os. Segundo Bristot, o monitoramento do len\u00e7ol fre\u00e1tico mostra que \u00e9 preciso ir cada vez mais fundo para obter \u00e1gua. \u201cA recarga desses mananciais n\u00e3o \u00e9 de uma hora para outra, leva tempo. Se n\u00f3s tivermos mais um momento de frustra\u00e7\u00e3o de chuvas, vai ser preciso escolher: ou voc\u00ea produz, ou d\u00e1 \u00e1gua para a popula\u00e7\u00e3o\u201d, avaliou.<br \/>\n\t\u201cEm 2014, a redu\u00e7\u00e3o de terra plantada pode chegar a 30%, 40%. Os produtores v\u00e3o ter que se deslocar para onde tem oferta de \u00e1gua\u201d, afirmou Barcelos. Segundo ele, neste ano, o RN poder\u00e1 sofrer queda na \u00e1rea plantada de mel\u00e3o dos atuais 5 mil hectares para cerca de 3 mil e 500 hectares.<\/p>\n<p>O produto \u00e9 o principal na pauta de exporta\u00e7\u00e3o do Estado. Com a venda para o mercado externo, em 2013, a cultura rendeu cerca de 30 milh\u00f5es de d\u00f3lares. Somando-se esse valor com os quase R$ 50 milh\u00f5es em vendas no mercado interno, s\u00e3o cerca de R$ 120 milh\u00f5es. \u201c\u00c9 uma fonte de emprego e renda no interior, onde h\u00e1 bols\u00f5es de pobreza\u201d, disse Barcelos.<\/p>\n<p>O presidente da Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do RN (Faern), Jos\u00e9 Vieira, concorda com Barcelos: \u201cSe n\u00e3o houver recupera\u00e7\u00e3o do len\u00e7ol fre\u00e1tico, esse ano dever\u00e1 ser muito dif\u00edcil para a fruticultura\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o mel\u00e3o que est\u00e1 sendo afetado com os efeitos da estiagem e seu impacto nos aqu\u00edferos. Culturas como a manga e a banana tamb\u00e9m sofrem com a redu\u00e7\u00e3o no n\u00edvel dos lenc\u00f3is fre\u00e1ticos, conforme salientou o analista de Mercado de Produtos Agr\u00edcolas, da Conab\/RN, Lu\u00eds Gonzaga Costa. Segundo ele, os efeitos da estiagem prolongada s\u00e3o sentidos primeiramente nos produtos de subsist\u00eancia, depois nos pastos e, por consequ\u00eancia, entre os rebanhos leiteiros e de carne, at\u00e9 atingir a fruticultura irrigada, que \u00e9 o terceiro setor a ser afetado. \u201cSe outros estados nordestinos forem afetados pela estiagem, vai onerar o pre\u00e7o dos produtos\u201d, avaliou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar de ser uma boa not\u00edcia para culturas como feij\u00e3o, milho e sorgo, produtos relacionados \u00e0 agricultura de subsist\u00eancia, para a fruticultura irrigada, que depende de \u00e1gua nos len\u00e7\u00f3is fre\u00e1ticos, 2014 pode ser um ano dif\u00edcil. 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