{"id":1177,"date":"2014-02-05T00:01:45","date_gmt":"2014-02-05T03:01:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.frutadovale.com.br\/2013\/?p=1177"},"modified":"2014-02-05T00:29:43","modified_gmt":"2014-02-05T03:29:43","slug":"produtores-ja-priorizam-conforto-nas-maquinas-agricolas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.frutadovale.com.br\/2013\/2014\/02\/05\/produtores-ja-priorizam-conforto-nas-maquinas-agricolas\/","title":{"rendered":"Produtores j\u00e1 priorizam conforto nas m\u00e1quinas agr\u00edcolas"},"content":{"rendered":"<p>Por muito tempo, dirigir uma m\u00e1quina agr\u00edcola foi um mart\u00edrio para o trabalhador rural brasileiro. Diferentemente do que ocorria nos Estados Unidos e na Europa, os fabricantes n\u00e3o se preocupavam tanto com o conforto de quem estava na lida di\u00e1ria do campo no Pa\u00eds. Ergonomia e seguran\u00e7a para pilotar um implemento ficavam em segundo plano e a prioridade era oferecer cavalos e mais cavalos de pot\u00eancia aos equipamentos.<br \/>\nH\u00e1 cerca de dez anos, essa realidade come\u00e7ou a mudar para os agricultores brasileiros e seus empregados. Mais capitalizado e com acesso a diferentes linhas de financiamento, o produtor n\u00e3o queria mais sofrer durante o trabalho na ro\u00e7a e come\u00e7ou a exigir conforto, principalmente em tratores e colheitadeiras. Pesquisadores de universidades brasileiras iniciaram estudos sobre o assunto e perceberam que \u2013 apesar da melhora \u2013 h\u00e1 muito o que ser feito nesse sentido no Pa\u00eds. Estudos cient\u00edficos de diversas universidades comprovam que o aumento do conforto durante a opera\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas agr\u00edcolas traz um incremento de 10% na efici\u00eancia do operador, dando maior retorno \u00e0 propriedade, do plantio \u00e0 colheita.<br \/>\nO coordenador do Laborat\u00f3rio de Investiga\u00e7\u00e3o de Acidentes com M\u00e1quinas Agr\u00edcolas (Lima) da Universidade Federal do Cear\u00e1 (UFC), Leonardo de Almeida Monteiro, \u00e9 especialista em ergonomia e seguran\u00e7a em m\u00e1quinas agr\u00edcolas. Filho de produtor rural, ele come\u00e7ou a dirigir tratores na propriedade dos pais, aos sete anos de idade. Vivenciou e escutou os problemas nessa \u00e1rea, estudou em col\u00e9gio t\u00e9cnico, foi t\u00e9cnico do Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e hoje \u00e9 doutor no assunto.<br \/>\nEle explica que na \u00faltima d\u00e9cada a tecnologia e o conforto dessas m\u00e1quinas come\u00e7aram a ser usufru\u00eddos pelos produtores rurais brasileiros. Segundo Monteiro, a mudan\u00e7a aconteceu porque as normas regulamentadoras no Pa\u00eds come\u00e7aram a ficar mais r\u00edgidas. &#8220;Al\u00e9m disso, atualmente, as montadoras fabricam tratores no Brasil e exportam para todo o mundo. L\u00e1 fora temos legisla\u00e7\u00f5es mais rigorosas, que acabaram sendo incorporadas por aqui.&#8221;<br \/>\nApesar desse processo de moderniza\u00e7\u00e3o do setor, Monteiro comenta que ainda existem muitas dificuldades, principalmente quando se trata da antropometria (conjunto de t\u00e9cnicas para medir o corpo humano ou suas partes) relacionada ao biotipo do operador.<br \/>\n&#8220;Aqui no Cear\u00e1, por exemplo, a m\u00e9dia de altura \u00e9 de 1,60 metro e as plataformas giram entre 1,70 metro e 1,80 metro. Isso acaba trazendo inconvenientes em rela\u00e7\u00e3o ao conforto do operador.&#8221;<br \/>\nOutro ponto importante a ser citado \u00e9 que o investimento em ergonomia ainda est\u00e1 muito atrelado no Pa\u00eds \u00e0s m\u00e1quinas de maior pot\u00eancia &#8211; no caso de tratores, acima de 160 cavalos. &#8220;Nesse sentido, as empresas agregam conforto nas plataformas destinadas a trabalhos de maior valor econ\u00f4mico. Vale dizer que ainda temos muitos consumidores, os pequenos produtores na faixa de equipamentos de menor pot\u00eancia, que n\u00e3o est\u00e3o usufruindo desse tipo de tecnologia.&#8221;<br \/>\nJ\u00e1 quando se faz uma an\u00e1lise comparativa com o que acontece na Europa, uma quest\u00e3o cultural entra na discuss\u00e3o. Enquanto por l\u00e1 quem opera a m\u00e1quina \u00e9 o pr\u00f3prio dono da propriedade, por aqui \u00e9 comum o servi\u00e7o ficar nas m\u00e3os dos empregados. &#8220;Como na Europa \u00e9 o dono da terra quem opera a m\u00e1quina, ele exige todo o conforto necess\u00e1rio e as empresas precisam se adequar a isso. Apesar das temperaturas elevadas, h\u00e1 grande dificuldade de se vender tratores com cabine e ar-condicionado no Brasil, justamente porque o propriet\u00e1rio n\u00e3o quer pagar mais caro para um funcion\u00e1rio utilizar tal conforto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por muito tempo, dirigir uma m\u00e1quina agr\u00edcola foi um mart\u00edrio para o trabalhador rural brasileiro. Diferentemente do que ocorria nos Estados Unidos e na Europa, os fabricantes n\u00e3o se preocupavam tanto com o conforto de quem estava na lida di\u00e1ria do campo no Pa\u00eds. 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